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30 de agosto foi o tema do Quarta Sindical desta semana

Recorde como foi o movimento que marcou a história da educação no Paraná

Publicado: 26 Agosto, 2020 - 12h55 | Última modificação: 26 Agosto, 2020 - 15h15

Escrito por: CUT Paraná

Reprodução
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No dia 30 de agosto de 1988, em pleno processo de redemocratização do País, o então Governador do Paraná, Álvaro Dias, ordenou que a cavalaria da Polícia Militar atacasse professores, professoras, pais e alunos. O motivo? Uma justa manifestação por melhores condições de trabalho. A data ficou marcada e desde então a APP-Sindicato realiza atos, todos os anos, para lembrar do ataque das forças de repressão contra funcionários e funcionárias do serviço público.

A memória deste dia, a motivação da mobilização, bastidores, a relação do 30 de agosto de 1988 com o 29 de abril de 2015, são alguns dos temas que foram abordados no Quarta Sindical desta semana. Os convidados foram a vice-presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marlei Fernandes e o dirigente da APP-Sindicato, Mário Sérgio, recordaram o tema. 

O imbróglio envolvendo o Governo do Estado começou com o piso estabelecido, na gestão anterior, de três salários mínimos. A medida valeu entre janeiro e junho, quando alterações no piso salarial, fizeram com que o valor aprovado pela ALEP deixasse de ser pago à categoria. 

O professor Mário Sérgio lembra que a categoria, inclusive, tentou abrir negociação por intermédio da Assembleia Legislativa. O Governo do Estado, contudo, seguia irredutível. Este cenário levou à inevitável greve que começou no dia de 8 de agosto de 1988. No dia 30 foi quando aconteceu a passeata que marcou a história do movimento sindical no Estado.

“Fizemos uma passeata grande, não era pequena. Quando chegamos fomos proibidos já na prefeitura de entrar com o caminhão de som. Tudo cercado de polícia. Nós do comando tiramos posição de que caso não fossemos atendidos faríamos um acampamento como foi em 86. Quando chegamos no palácio disseram o seguinte: iam receber só a presidente da turma bagunceira. Lógico que a Professora Isolde (presidenta da APP na época) se recusou Ou era toda a comissão ou não tinha como ela entrar sozinha no palácio”, recorda Mário Sérgio. Na sequência começaram os ataques. “Bombas, cavalaria, machucando todo mundo”, recorda. 

A professora Marlei lembra que na época a APP-Sindicato representava apenas os professores, com a unificação acontecendo anos depois. Mas estavam na passeata diretores, pedagogos, funcionários, pais, mães, alunos e representantes de outros sindicatos. “Não chamamos de confronto. Porque nunca estivemos em local de mobilização para confronto. Sempre vamos quando não somos ouvidos. Mais uma vez naquele momento o Governo Álvaro Dias não atendia a pauta de reivindicações e tivemos o ataque da cavalaria, da polícia, bomba, gás lacrimogêneo, muita gente correndo. Foi um momento muito duro para todos e todas nós”, apontou. 

O presidente da CUT Paraná, Márcio Kieller, um dos apresentadores do Quarta Sindical, recordou a triste referência do 30 de agosto e do dia 29 de abril. “Precisamos despertar nas pessoas estes conceitos para que não se esqueça e não se repita. Por mais que o 29 de abril tenha sido mais violento, não que o 30 de agosto não tenha sido, ele continua sendo referência para a luta. Precisamos reforçar esse conceito. Não podemos aceitar violência das forças de repressão do estado contra trabalhadores e trabalhadoras”, apontou. 

A importância dos servidores públicos na vida da população, as dificuldades na negociação com o Governo do Estado, as atrocidades de Ratinho Júnior contra os servidores, sobretudo no período da pandemia e outros registros históricos você confere na íntegra destaa edição no vídeo abaixo. Não esqueça de anotar na sua agenda: Todas as quarta-feiras, às 11h30, o Quarta Sindical é transmitido ao vivo em FB.com/CUTdoParana e FB.com/BdFPR: