Escrito por: CUT-PR

#8M: Mulheres CUTistas preparam mobilização deste ano

Pelo direito à vida, por maior representação política, em defesa da soberania dos povos e pelo fim da escala 6x1

Gibran Mendes

As mulheres CUTistas já iniciaram os preparativos para a ação deste ano do Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras. Em reunião do Coletivo Nacional, foram definidas as principais diretrizes políticas e organizativas para o 8 de Março de 2026, reafirmando a importância da unidade com movimentos sociais, partidos e frentes populares, sem perder de vista o centro da agenda: as pautas do mundo do trabalho.

"Não somos apenas força de trabalho, somos força de transformação. Em 2026, o 8 de Março da CUT Paraná exige o fim da escala 6x1 e o respeito pleno às nossas vidas. Contra o imperialismo e pela nossa soberania, marcharemos juntas por um mundo onde o trabalho não nos adoeça e a política tenha o nosso rosto", destaca a secretária da mulher trabalhadora da CUT Paraná, Eunice Miyamoto.

De acordo com ela, durante a reunião ficou definido que a Central manterá como identidade própria o mote “Pelo direito à vida, por maior representação política, em defesa da soberania dos povos e pelo fim da escala 6x1”. Outro ponto destacado no debate nacional, segundo Eunice, foi a necessidade de fortalecer e dar visibilidade às reivindicações das trabalhadoras. Entre os eixos prioritários estão a redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6x1; a igualdade salarial; e a isenção do Imposto de Renda para as trabalhadoras e trabalhadores de baixa renda.

Construção coletiva no Paraná
No Paraná, a organização do 8 de Março avança de forma unificada, envolvendo movimentos feministas, sociais, sindicatos, centrais sindicais e mandatos parlamentares. Eunice lembra que, em Curitiba e Região Metropolitana, já ocorreram quatro reuniões entre janeiro e fevereiro deste ano.

A manifestação em Curitiba será realizada no domingo, 8 de março, com concentração às 9h na Praça Santos Andrade e caminhada a partir das 10h30, percorrendo a João Negrão, Marechais e XV de Novembro até a Boca Maldita. O ato terá formato de marcha, com intervenções culturais protagonizadas por mulheres indígenas, negras, migrantes e LBTs.

Entre as pautas estratégicas que orientarão a mobilização estão o combate a todas as formas de violência e ao feminicídio; justiça reprodutiva e legalização do aborto; equidade e paridade de gênero no movimento sindical; e o enfrentamento à precarização do trabalho e às terceirizações.

Interior também se mobiliza
Em Maringá, o ato está marcado para o domingo, 8 de março, a partir das 9h, com concentração na Praça Rocha Pombo. A programação inclui apresentações culturais e caminhada pela feira livre na avenida adjacente, no centro da cidade.

Em Londrina, a mobilização ocorrerá no sábado, 7 de março, das 9h às 13h, no Calçadão, em frente ao Cine Teatro Ouro Verde. A construção é coletiva, envolvendo o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, entidades, coletivos e organizações de mulheres.

“Com unidade, mobilização e centralidade nas pautas das trabalhadoras, o 8 de Março de 2026 se constrói como mais um momento de luta em defesa da vida, da democracia, da soberania e de condições dignas de trabalho para todas as mulheres”, finalizou Eunice.