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Basta! Jornalistas fazem ato no Largo da Ordem contra perseguição no Paraná

O ato foi organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor PR) e pelo Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná

Publicado: 04 Maio, 2015 - 10h37

Escrito por: Paula Padilha / Terra sem males

Na manhã deste domingo, 03 de maio, uma manifestação realizada na feirinha do Largo da Ordem, em Curitiba, reuniu mais de 100 jornalistas paranaenses, que protestaram contra os casos de perseguição, coação para revelação de fontes e ameaças de morte aos profissionais da imprensa.

Durante o ato, jornalistas vestiram-se de preto e, com uma mordaça na boca, fizeram uma caminhada silenciosa em toda a extensão da feirinha, distribuindo panfletos para alertar a população sobre o que está ocorrendo no Paraná.

O ato foi organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor PR) e pelo Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná. Outras manifestações serão realizadas em várias cidades para que a ameaça aos jornalistas não seja esquecida.

O ato teve início nas ruínas de São Francisco e foi encerrado nas escadarias, local onde o presidente do Sindijor PR, Gustavo Henrique Vidal, agradeceu a grande adesão da categoria nesta manifestação e deu informes sobre as investigações que estão sendo feitas pelo Gaeco da ameaça de morte ao jornalista da RPC James Alberti, que foi retirado do país pela emissora. A nova direção do Sindicato foi empossada na última segunda-feira, 27 de abril, e organizou o ato na mesma data.

Nesta semana, para chamar a atenção da população, algumas estátuas do Centro Cívico amanheceram amordaçadas, em mais um ato dos jornalistas contra as perseguições que estão ocorrendo e sendo divulgadas nos últimos meses.

O Sindijor também criou o Comitê Regional de Proteção aos Jornalistas do Paraná e lançou um site para receber denúncias de ameaças ao exercício da profissão. Acesse aqui mais informações sobre o comitê.

Apoio - O ato contou com a presença do deputado estadual Tadeu Veneri, que pertence à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná e de dirigentes e outros sindicatos, como Sismuc (servidores municipais) e APP Sindicato (professores estaduais).

A ex-presidente da APP Sindicato, professora Marlei Carvalho, destacou a importância de apoiar a luta dos jornalistas contra a violência. “Na semana passada, no dia do massacre, alguns jornalistas nos procuraram, principalmente os que trabalham em TV, e comentaram que estavam ali cobrindo a nossa greve, mas não sabiam o que iria ser divulgado”, disse a militante, demonstrando as dificuldades dos jornalistas no exercício da profissão.

Ela falou sobre o fatídico dia 29 de abril, quando o governador Beto Richa ordenou que a tropa de choque da Polícia Militar agisse com violência contra mais de 20 mil professores que estão em greve e realizavam uma passeata em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. Os professores foram agredidos com balas de borracha, spray de pimenta, jatos de água, gás lacrimogêneo, muita violência e agressão, deixando um saldo de mais de 200 feridos.

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