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Em Brasília, atos serão separados por cerca na Esplanada dos Ministérios

Com receio de conflitos entre apoiadores de Lula e ruralistas, que também têm ato marcado nesta quarta contra o Funrural, governo do DF decidiu reforçar esquema de segurança.

Publicado: 04 Abril, 2018 - 09h12

Escrito por: Tatiana Melim / CUT

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Nesta quarta-feira (4), dia da retomada do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do pedido de habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula, que pode evitar que ele comece a cumprir pena depois de ter sido condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), serão realizados atos em defesa da inocência e da liberdade de Lula em todo o Brasil.

“Lula é inocente, está sendo perseguido por parte do Judiciário e da mídia que não quer que ele volte, mas ele tem o direito de ser candidato nas eleições deste ano. É isso o que a militância dirá nas ruas do país amanhã”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Segundo Vagner, é o momento de estarmos nas ruas em defesa da democracia e do direito de os brasileiros e brasileiras poderem escolher nas urnas o presidente que querem para o Brasil.

Precisamos ser vigilantes da democracia e do cumprimento da Constituição Federal
- Vagner Freitas.

Nas ruas em defesa de Lula e da democracia

Em Brasília, a CUT e os demais movimentos populares que compõem as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se concentrarão no Teatro Nacional, a partir das 12h, e ocuparão o lado norte da Esplanada dos Ministérios. De lá, seguirão em caminhada até o Congresso Nacional, na Alameda das Bandeiras, onde acompanharão o julgamento do habeas corpus pelo STF até o final.

Os locais e trajeto foram definidos após reunião realizada nesta terça-feira (2), na secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, entre lideranças dos movimentos sociais, sindicais e partidos políticos e representantes do agronegócio.

Os ruralistas marcaram ato para a mesma data contra o pagamento retroativo da taxa do Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural), julgada constitucional pelo STF no ano passado.

O governo do Distrito Federal, com receio de possíveis conflitos, a exemplo dos ataques criminosos à Caravana de Lula pela região Sul do País, convocou a reunião para organizar a divisão dos atos na Esplanada dos Ministérios.

Ficou definido que a Praça dos Três Poderes será fechada a partir da meia noite desta quarta-feira (4). Haverá uma cerca separando os ruralistas dos manifestantes em defesa de Lula e da democracia. Não estão liberados balões, tendas, projetores laser, infláveis e nem hastes de bandeiras. A Polícia Militar fará revista dos manifestantes.

Em São Bernardo do Campo, a partir das 9h, será realizada uma plenária no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Em São Paulo e Salvador, a CUT, junto aos demais movimentos populares e partidos políticos que compõem a Frente Brasil Popular (FBP), realizará panfletagens que sairão dos bairros periféricos até os centros comerciais.

As ações têm o objetivo de dialogar com a população e contar a verdade sobre o julgamento político de Lula. Os movimentos populares e as lideranças políticas irão esclarecer, por meio do contato direto com o povo, que Lula não é o verdadeiro dono do tríplex, como a versão da grande imprensa e de setores do judiciário tenta vender diariamente para a população.

Nos demais estados, atos públicos estão agendados para o período da tarde, após o resultado do julgamento no STF.  

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