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Em reunião com governo, APP exige correção de edital para PSS

APP comprovou que diminuição de salários é financeiramente injustificável

Publicado: 21 Dezembro, 2017 - 08h37

Escrito por: APP-Sindicato

 

Em reunião com a Casa Civil, secretários(as) de Estado, Ministério Público (MP) e deputados estaduais, comissão de negociação da APP-Sindicato exigiu a alteração do edital que reduz os salários dos(as) professores(as) PSS para 2018.

A APP demonstrou, com estudos financeiros já apresentados ao longo do ano, que o governo tem condições de manter os salários dos(as) PSS, como explica o presidente da APP, professor Hermes Silva Leão. “Nós insistimos que o governo autorize o anúncio da correção do edital de inscrição dos PSS já retirando a diminuição salarial. Argumentamos e apresentamos os dados que demonstram que o governo pode manter os salários como estão, sem afetar mais de 20 mil professores que já possuem a menor remuneração do funcionalismo público do Estado”, destaca.


Hermes conta que, a partir do debate da pauta financeira, foi proposta a criação de um grupo de trabalho, coordenado pela Secretaria de Administração e Previdência (Seap). “O grupo contará com representantes da APP, do Ministério Público, e demais secretarias do governo para definir esse impasse. Nós temos toda a disposição para debater a pauta financeira com o governo, inclusive nos dispusemos a isso durante o ano inteiro. No entanto, nós insistimos que o anúncio da correção do edital seja feito imediatamente”, disse o presidente.

A secretária de Finanças da APP, Walkiria Mazeto, explica que a justificativa financeira do governo foi desconstruída pelos números apresentados pelo Sindicato. “Não se sustenta a tese de insuficiência financeira. O grupo de trabalho vai discutir isso mais a fundo, mas já ficou mais do que evidente que o problema não é dinheiro. Estamos aguardando a convocação da primeira reunião do grupo de trabalho para encerrar o impasse que foi criado pelo governo. A categoria está em estado de greve e nós não vamos aceitar que o ano letivo se inicie com uma redução injusta e injustificável como a que está acontecendo”, explica Walkíria.

Resistência da categoria – A reunião teve duração de quase 3 horas, a portas fechadas e sem a presença da imprensa. Do lado de fora do Palácio Iguaçu, educadores(as) gritavam palavras de ordem e resistiam ao cansaço da espera. Professores(as) e funcionários(as) de diversos Núcleos Sindicais participaram e somaram forças à mobilização que se iniciou às 16h. Em vigília, os(as) educadores(as) permaneceram até a saída da comissão de negociação.

Participaram da reunião pela APP-Sindicato: presidente, professor Hermes Silva Leão; secretária de Finanças, Walkiria Mazeto; secretária de Sindicalizados, Elizamara Goulart; economista, Cid Cordeiro; vice-presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE), Marlei Fernandes de Carvalho; secretário Executivo da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBT, professor PSS Clau Lopes; professor PSS do NS União da Vitória, João Paulo; professora PSS do NS Guarapuava, Alessandra Flores; professor PSS do NS MetroNorte, Élio da Silva; e o professor do NS Curitiba Norte, Bernardo Kestring.

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