Curso Alicerce, da Escola Sul da CUT, promove debate sobre gestão sindical e os desafios do mundo do trabalho
A Rede de Formação da CUT Paraná, em parceria com a Escola Sul da CUT, promoveu nos dias 31 de julho e 1º de agosto, em Foz do Iguaçu, mais uma etapa do curso Alicerce, para formação de base. Nesta fase o módulo destacado foi de gestão sindical e reuniu dirigentes do Sindicato dos Eletricitários de Foz do Iguaçu (Sinefi).
Durante os dois dias de atividades, os dirigentes participaram de debates e reflexões sobre o papel político de quem atua à frente das entidades sindicais, suas atribuições e responsabilidades. A formação também abordou a estrutura sindical e o Estatuto do SINEFI, documento que orienta e fundamenta a atuação da direção.
“A formação de dirigentes contribui para qualificar essa atuação e preparar o movimento sindical para enfrentar os desafios atuais e futuros, fortalecendo a organização coletiva e a luta dos trabalhadores. A CUT, foi é e seguirá na vanguarda de atividades formativas e justamente por este motivo tem quadros sempre preparados para a defesa dos direitos da classe trabalhadora”, aponta a secretária de formação da CUT Paraná, Marisa Morales.
“A formação surgiu para responder a dúvidas concretas sobre o estatuto, as atribuições dos diretores de base e os limites da autonomia sindical. Ao trabalhar situações práticas, conseguimos avançar na compreensão sobre o que pode ser resolvido localmente e o que exige apoio técnico ou jurídico. Temas considerados básicos se mostraram fundamentais para dar mais segurança à atuação sindical”, completou o diretor de Formação Política, Cultural e de Lazer do Sinefi, Héliton Lourenço, que agora também é formador da Central.
Ainda de acordo com ele, a atividade possibilitou que o sindicato avaliasse questões internas, com o próprio estatuto, além de ampliar a unidade da direção da entidade. “O momento mais significativo foi a constatação coletiva sobre a necessidade de atualizar o estatuto. O consenso pela criação de uma comissão para conduzir a reforma mostra que a formação gerou reflexão crítica e encaminhamento concreto. Saio com a impressão de que a diretoria está mais coesa, mais segura sobre suas atribuições e mais consciente do papel político da gestão sindical”, completou Lourenço.
Outro eixo da formação foi a análise das transformações pelas quais passa o mundo do trabalho. As novas formas de organização da produção e seus impactos sobre os trabalhadores também impõem novos desafios para a ação sindical. "A formação é indispensável para fortalecer a atuação política dos dirigentes diante dos desafios do mundo do trabalho, permitindo compreender as disputas em curso, dialogar com a sociedade e construir coletivamente alternativas comprometidas com a democracia, a justiça social e a emancipação da classe trabalhadora", completou a formadora da Escola Sul, Salete Martins, que ministrou o módulo em Foz do Iguaçu.