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Há três anos sem reajuste, educador(a) paranaense acumula déficit de 16%

Projeção da inflação para este ano oscila entre 4 e 4,30%, de acordo com IPCA. APP começa o ano na luta pelo pagamento dos atrasados

Publicado: 10 Janeiro, 2019 - 08h47 | Última modificação: 10 Janeiro, 2019 - 08h49

Escrito por: APP-Sindicato

Ascom / APP-Sindicato
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A política salarial dos dois últimos governos estaduais seguiu os modelos de (des)valorização do funcionalismo proposto pelo governo Michel Temer (MDB). Professores(as) e funcionários(as) de escola tiveram, no Paraná, os seus salários congelados nas gestões de Beto Richa (PSDB) e Cida Borghetti (PP). No total, são três anos sem o pagamento da data-base – o último reajuste foi em janeiro de 2016. O descumprimento das leis que garantem a aplicação do reajuste anual no salário dos(as) servidores(as) já representa uma defasagem de aproximadamente 16% no bolso dos(as) trabalhadores(as).

3 anos de calote – O pagamento em dia da reposição da inflação é uma luta histórica da APP-Sindicato. Em  2007, depois de muita mobilização, foi instituída com a Lei 15.512 que estipula para todo o dia 1º de maio. Essa é uma forma de assegurar que o poder de compra dos(as) servidores(as) não diminua, assim como os(as) demais trabalhadores(as) que têm seu salário ajustado conforme a variação anual da inflação.

Em 2015,  o governo Beto Richa (PSDB) foi o primeiro a romper com a lei da data-base, naquele ano, uma grande greve da categoria garantiu uma nova política de reajuste salarial para vigorar entre 2015 e 2017, pois de acordo com o governo esse seria um período de reajuste zero para o funcionalismo.

*No ano seguinte, em janeiro de 2016, os servidores e servidoras receberam o reajuste, mas em 2017, a situação não foi a mesma. O governo estadual ainda devia aos(às) servidores(as) um reajuste de 12% referente ao período de 1 de janeiro de 2016 a 30 de abril de 2018. Para este ano que, a expectativa é que a inflação feche, na casa dos 4,3%, conforme estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ou seja, o governo do Paraná caminha, para um montante de quase 16% de perdas salariais.

Retroceder, jamais! – Neste período, a APP-Sindicato, intensificou sua cobrança em torno da pauta financeira. Questões como a hora-atividade, a distribuição de aulas e o pagamento da data-base são prioridades para a categoria. O Sindicato tem feito seu papel em reivindicar o cumprimento da legislação, mas para isso, é fundamental a participação de cada professor(a) e funcionário(a) de escola. Saiba mais sobe o processo de sindicalização aqui.

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