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Prisão de Lula é questionada pelas ruas de Curitiba

"Não se joga pedra em árvore que não dá fruto. E é por isso que ele está sendo apedrejado", diz Luzeni Batista, moradora de Curitiba, ao dialogar com os militantes

Publicado: 27 Abril, 2018 - 08h47

Escrito por: CUT

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Parte dos moradores da capital paranaense tem dúvidas sobre a imparcialidade do processo conduzido pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, no caso do tríplex do Guarujá, que terminou com a condenação sem provas do ex-presidente Lula, mantido como preso político há 19 dias na sede da Superintendência da Polícia Federal.

Nas ruas de Curitiba muitos disseram estar incomodados com a prisão que envolve todos os moradores da cidade na trama que aprisionou o presidente mais popular da história do Brasil e mobilizou trabalhadores e trabalhadoras do mundo inteiro, seja no Acampamento Lula Livre, nos diversos atos por todo o Brasil ou nas portas das embaixadas brasileiras, como os realizados nesta quinta-feira (26) no México e na França.

Dos arredores da Superintendência da Polícia Federal, onde a resistência está concentrada, ao centro da cidade são cerca de 10 quilômetros. Nesta quarta-feira (25), um grupo formado por acampados da Vigília Lula Livre resolveu seguir para o coração da cidade, na esquina entre as ruas XV de Novembro e Monsenhor Celso, para dialogar com a população local e debater as arbitrariedades do processo que levaram Lula ao cárcere.

E, se a expectativa natural era a da hostilidade, os moradores daquela que ficou conhecida como a "República de Curitiba", mais uma vez, surpreenderam a todos. Além de pararem curiosos para ler o material preparado pela campanha Lula Livre, os moradores dialogaram com os militantes para entender o que leva a comoção gerada entorno da prisão de Lula.

“Eu nunca votei no Lula, mas não gostei de ver ele sendo preso. Tem tanta gente fazendo coisa errada e nada acontece”, afirmou a vendedora Jheniffer Godoy. “Eu sinceramente não queria que o Lula ficasse preso.”

De passagem pelo calçadão, o estudante de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Leonardo Pellegrini, parou espontaneamente para conversar com o grupo e se colocar contra o processo que condenou Lula no caso do triplex do Guarujá. “O Lula é ícone. Ele fez história. Processualmente esse caso é absurdo. Dá vergonha”, desabafou.

A caminho da igreja, Luzeni Batista parou para ler o material de defesa do Lula e mostrar sua indignação sobre a situação atual do Brasil pós-golpe. “Quem tinha de estar preso era o Temer”, disparou, se referindo ao golpista e ilegítimo usurpador do cargo de presidente da República, Michel Temer, do MDB-SP.

Acompanhada de sua neta, Luma, a avó resumiu a ideia que levou Lula ao cárcere: "não se joga pedra em árvore que não dá fruto. E é por isso que ele está sendo apedrejado."

Campanha Lula Livre
Além da resistência central na Superintendência da PF e outros acampamentos pelo Brasil, ações de rua como panfletagem devem se espalhar pelo País. A intenção é de manter o diálogo com a população nas ruas e reforçar a campanha pela libertação de Lula.

E no dia 1º de Maio, com o mote “Em defesa dos direitos e por Lula livre”, a CUT, a Força Sindical, CTB. NCST, UGT, CSB e Intersindical, mais as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, realizam o primeiro ato do Dia do Trabalhador unificado desde a redemocratização do Brasil.

É o 1º de Maio da resistência. E a principal atividade será em Curitiba.

Como disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, “a CUT entende que defender os direitos dos trabalhadores é ter Lula Livre e candidato à presidência, para que possamos eleger um presidente que revogue a reforma trabalhista, que tira os direitos de trabalhadores e trabalhadoras, que resgate nossos direitos sociais e trabalhistas.” 

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