ProprietO proprietrio da empresa Biscoitos Naga, do municpio paranaense de Umuarama (noroeste do estado), Agnaldo Ribeiro Junior, vem sistematicamente desrespeitando os direitos trabalhistas dos 200 funcionrios (as) de sua empresa.
Alm de se recusar a cumprir o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) firmado com o Sindicato dos Empregados nas Indstrias de Alimentao de Umuarama (SEIA), Agnaldo Ribeiro Junior no deposita o Fundo de Garantia (FGTS) e ainda se apropria dos descontos efetuados na folha de pagamento que deveriam ser creditados entidade sindical e seguradora responsvel pela cobertura do seguro de vida dos trabalhadores (as).
Em janeiro deste ano os trabalhadores (as) decidiram por entrar em greve para pressionar o empresrio a pagar os salrios que estavam atrasados, na poca, h quase 04 meses, 13 salrio e os depsitos do FGTS.
A greve s terminou depois que Agnaldo se comprometeu com a entidade sindical local e com a Federao dos Trabalhadores nas Indstrias de Alimentao do Paran (FTIA) em realizar os pagamentos devidos aos trabalhadores e passar a pagar os salrios estipulados pelo Acordo Coletivo.
Infelizmente para os trabalhadores (as) passados cerca de 10 meses Agnaldo Ribeiro Junior voltou a agir da mesma maneira. O que obrigou os funcionrios (as) de sua empresa de biscoitos a realizar uma nova paralisao.
O sindicato local pressionado pelos trabalhadores (as) esta dando apoio jurdico ao movimento grevista. A Federao enviou pessoal de apoio para pressionar Agnaldo a efetuar o pagamento de pelo menos uma parte dos salrios atrasados (agosto, setembro e outubro) bem como 50% do 13 salrio que os trabalhadores ainda no receberam.
Segundo informaes de alguns funcionrios a empresa esta h 1 ano e 6 meses sem depositar o FGTS dos trabalhadores.
Para piorar a situao Agnaldo vem pressionando os trabalhadores para que desistam de entrar com aes trabalhistas contra a sua empresa. Alm da Biscoitos Naga Agnaldo proprietrio de outras duas empresas do ramo de alimentos na regio; Santa Gema e Carpeline.
Agnaldo alega que os atrasos se devem a situao de crise financeira que atingiu a sua empresa. Os funcionrios afirmam que Agnaldo teve parte do seu patrimnio bloqueado pela Justia devido a sonegao de impostos estaduais e federais. Segundo funcionrios do departamento de Recursos Humanos da empresa, Agnaldo estaria buscando emprestimos junto a instituies bancrias para resolver o problema e fazer com que os trabalhadores (as) retornem ao trabalho.