Categoria, mesmo com a mobilização, não foi recebida pelo prefeito Daniel Lovato e agora entrou em estado de greve
Servidores e servidoras municipais de Almirante Tamandaré realizaram nesta segunda-feira (1º) uma manifestação em frente à Prefeitura para cobrar a abertura imediata de uma mesa de negociação entre a administração municipal e o Sindicato dos Professores e Servidores Municipais de Almirante Tamandaré (SINPROSMAT).
“Estamos reunindo aqui trabalhadores de diferentes categorias do serviço público municipal para cobrar respeito da administração, que ignora nossos reiterados pedidos de reuniões para negociarmos os avanços da nossa categoria e da nossa campanha salarial”, explica a diretora do sindicato, diretora sindical Claudia de Lima de Fátima Duarte.
Ela explica que, até o momento, o poder executivo municipal concedeu a recomposição salarial do ano, calculada em 4,39%. Contudo, há uma série de outras demandas que a categoria busca negociar com o prefeito Daniel Lovato e que estão sendo ignoradas.
“Temos solicitado reuniões com a administração municipal para tratar das reivindicações apresentadas pelos servidores. Hoje, apesar da manifestação, a Comissão de Negociação do SINPROSMAT não foi recebida pelo prefeito. Não houve avanço na construção de um espaço formal de negociação. A principal cobrança da mobilização é que a comissão de negociação seja recebida pela Prefeitura para dar início ao debate sobre os demais pontos da pauta”, completou Claudia.
Como a categoria não foi recebida pela gestão municipal, os servidores deflagraram estado de greve. A categoria também já informou ao prefeito sobre a deliberaçãode iniciar greve a partir do dia 09 de junho de 2026, respeitando o prazo mínimo de 72 horas, além de antemão, se comprometer a respeitar o coeficiente mínimo de 30% de atividades para não prejudicar a população.
“Nós, da CUT, estamos ao lado das trabalhadoras e dos trabalhadores do serviço público de Almirante Tamandaré. A valorização das servidoras e dos servidores também é importante para a população, que é diretamente atendida pela categoria. Estabelecer uma mesa de negociações é o mínimo que se espera da prefeitura”, apontou o presidente da CUT Paraná, Marcio Kieller.