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Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região quer debater com a categoria sustentação financeira

Confira o texto do presidente Elias Jordão, sobre o fim do Imposto Sindical e a Reforma Trabalhista.

Publicado: 22 Março, 2018 - 10h00

Escrito por: Elias Jordão


Com as mudanças implementadas pela Reforma Trabalhista, o Imposto Sindical não será mais descontado dos trabalhadores obrigatoriamente no mês de março, como ocorria nos anos anteriores. Diante disso e com o objetivo de manter a transparência em sua gestão financeira, o Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região quer debater com a categoria as formas de sustentação da entidade. Confira no texto do presidente Elias Jordão o posicionamento do Sindicato:

A Reforma Trabalhista e o Imposto Sindical
Anualmente, o mês de março era o mês do desconto da Contribuição Sindical, ou mais conhecido como Imposto Sindical: o tradicional desconto de um dia de trabalho de cada trabalhador para as estruturas sindicais e o Ministério do Trabalho.

Com a Reforma Trabalhista, que entrou em vigor em 2017, este imposto acabou, o que, para nós da CUT, não faz diferença, pois sempre defendemos o fim do mesmo. Defendemos também a manutenção das estruturas sindicais com contribuição voluntária dos trabalhadores.

Inclusive, nós, do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, sempre devolvemos a parcela que cabia ao Sindicato para os sindicalizados, por entendermos que os mesmos já contribuem para as lutas que favorecem e trazem conquistas para todos.

Outro detalhe importante a ser lembrado é que nos anos 1990, enquanto a CUT vivia e sobrevivia da sustentação dos trabalhadores com mais de 90% de filiações espontâneas e perto de 10% de subvenções, as demais centrais sobreviviam exatamente na ordem inversa.

Igualmente importante é lembrar o fato de que este imposto trouxe favorecimento a muitas entidades que nunca se preocuparam em ter filiados ou em fazer a representação dos mesmos, tão somente esperando este mês para fazerem caixa.

Porém, o que nos preocupa – e já vemos sinais claros e evidentes – é que a intenção desta Reforma Trabalhista não é de desonerar os trabalhadores. Pelo contrário, o que está por trás disso tudo é principalmente enfraquecer os sindicatos combativos que fazem a resistência, tirando destes a estrutura necessária para fazer a luta.

É neste contexto que estamos nos adequando estruturalmente à nova realidade conjuntural, debatendo com nossa Central e demais sindicatos de luta os próximos passos da sustentação financeira necessária para enfrentarmos os desafios que virão.

Por conta disso, em cumprimento da nova legislação, embora tal lei seja questionável em muitos quesitos, inclusive com várias jurisprudências contrárias, estamos iniciando um debate com nossa categoria sobre a participação da mesma no financiamento que precisaremos para fazer frente a todos os ataques que estamos recebendo e que se agravam a cada dia.

Devido aos prazos exigidos, não encaminhamos aos bancos a solicitação de nenhum tipo de desconto impositivo. O que queremos é debater com nossa categoria a sustentação do seu Sindicato, do seu fortalecimento, da sua luta e de suas conquistas.

Elias Jordão,
presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região

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