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XII Congresso da FETEC será neste sábado

Atividade acontecerá por intermédio de videoconferência

Publicado: 22 Maio, 2020 - 11h26 | Última modificação: 22 Maio, 2020 - 14h34

Escrito por: CUT Paraná

Fetec
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A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (FETEC-CUT-PR) realiza, neste sábado (23), o seu XII Congresso. O encontro da federação de base CUTista acontecerá, pela primeira vez, em ambiente virtual em virtude da pandemia da Covid-19. São 10 sindicatos representados por 103 delegados. O congresso terá transmissão online aberta no YouTube a partir das 9h30. A previsão de término do evento é 15h30. 

O encontro debaterá temas centrais para os bancários nos próximos anos a partir da tese que deverá nortear a próxima gestão da entidade que também será eleita a partir do congresso. “A Fetec é um  exemplo de atuação e unidade. Ao longo dos anos soube avançar para conquistar direitos, trabalhou de forma conjunta com sindicatos e outras federações, além de ter em seu DNA a resistência e a luta. Não tenho dúvida que a próxima gestão fará um excelente trabalho, assim como tem sido em toda a sua história”, afirma o presidente da CUT Paraná, Márcio Kieller, que também é trabalhador bancário.

O presidente da FETEC-CUT-PR nas duas últimas gestões, Júnior César Dias, detalhou alguns dos pontos que deverão ocupar os 110 delegados e delegadas do congresso. Muitos deles estão ligados à pandemia da Covid-19 que alterou as relações de trabalho. “Ela afetou todos os trabalhadores e a categoria bancária não foi diferente. Hoje são mais de 250 mil trabalhadores e trabalhadoras em sistema de home office. Não tínhamos um acordo específico para isso, mas não há outra solução em um momento como este no qual o objetivo é proteger a vida dos trabalhadores e trabalhadoras”, analisou. 

Segundo ele, a partir do fim da pandemia novos problemas devem surgir como resultado. “É possível que 30 a 40% dos bancários e bancárias não voltarão mais para seu local de origem. Precisamos saber como trabalhar com isso. Outro ponto é o banco de horas negativo. Há um grande volume de trabalhadores que de alguma forma serão cobrados pelos banqueiros. Estamos fazendo acordos específicos por bancos para minimizar o estrago. Há muita gente que não tem como desenvolver seu trabalho de casa e não tem como ir para seu local de trabalho. Este trabalhador terá um banco de horas negativo muito grande. Há quem esteja no grupo de risco, os casos das mães lactantes e de crianças com até dois anos. São coisas que precisaremos administrar”, relata. 

Dias, que presidiu a entidade nos últimos três anos, destacou os desafios da próximas gestão e avaliou avanços que aconteceram no último período. Segundo ele, um dos principais foi a resistência às Medidas Provisórias e a própria Reforma Trabalhista de 2017. “Conseguimos fazer com a que a Fenaban mantivesse a nossa mesa de negociação. As Mps deram muito espaço para os patrões enfraquecerem o movimento sindical e nós conseguimos junto com o comando nacional e a Contraf fazer uma frente de resistência e organização”, enfatizou. 

Ainda segundo ele, a unidade nos 10 sindicatos da federação e a atuação conjunta também merece destaque. “Os sindicatos da nossa base se mantiveram atuantes e a rede conjunta funcionou. Também fizemos uma defesa intransigente dos bancos públicos. Para além da questão dos empregos, que é imprescindível, também sabemos da sua importância para o conjunto da sociedade”, completou.