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Banco do Brasil é um importante instrumento para a sociedade

Futuro da instituição financeira foi debatido em Audiência Pública realizada pela ALEP

Publicado: 14 Abril, 2021 - 08h38 | Última modificação: 14 Abril, 2021 - 08h48

Escrito por: CUT-PR

Reprodução
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A Assembleia Legislativa do Paraná realizou, nesta terça-feira (13), uma Audiência Pública para debater o futuro do Banco do Brasil. O debate, em ambiente virtual, foi pautado pelo deputado Tadeu Veneri (PT-PR) e contou com a participação de representantes de bancários e bancárias. Os participantes defenderam a instituição financeira como um importante instrumento de desenvolvimento econômico e social para o País. 

O presidente da CUT Paraná, Marcio Kieller, reforçou que esta é uma luta de todos os trabalhadores e trabalhadoras. “No Paraná, a CUT e suas federações, representam 620 mil trabalhadores e luta em defesa do Banco do Brasil é também da CUT, que se perfila cotidianamente nesta defesa. É um instrumento fundamental para o desenvolvimento da sociedade, assim como tínhamos no Paraná o Banestado”, lembrou. 

O presidente da Fetec, Deonísio Schmidt, usou a pandemia como exemplo para ilustrar a importância do banco mais antigo do Brasil, assim como a falta de ações do Governo Federal. Em março, abril, o governo transferiu R$ 1 trilhão para os bancos brasileiros. Deveria ter disponibilizado valor equivalente para combater a pandemia. Brincou com a pandemia”, avaliou Schmidt. Ainda segundo ele, é imprescindível a participação dos bancos públicos na sociedade. “É urgente e vital a participação dos bancos públicos no crescimento da economia brasileira. Eles têm papel fundamental. O agronegócio, por exemplo, no ano passado teve 54% da sua produção financiada pelo Banco do Brasil. A agricultura familiar que coloca 70% da alimentação dos brasileiros tem seu financiamento, em grande parte, pelo Banco do Brasil. As pequenas e médias empresas também dependem muito do BB”, completou. 

O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Antônio Fermino, também destacou o papel do banco no financiamento dos produtos de alimentos e na defesa da economia nacional. "Se o campo não planta, a cidade não janta. Mesmo financiando o agronegócio, a grande indústria da agricultura, é o BB que financia o pequeno agricultor, que planta o arroz, cria galinha, porco, enfim, que cria a situação para que a cidade possa comer. O Banco tem um papel de instrumento público. Em 2008 teve papel na crise do subprime de segurarem o impacto externo da economia, ofertaram crédito à população e fizeram seu papel de agentes públicos. Mas agora o objetivo é destruir o banco. O debate é simples: se é público, é para todos. Mas esse governo quer privilegiar o que é privado. Querem transferir o que é do povo para o setor privado”, garantiu. 

O representante da Contraf-CUT, João Fukunaga, exemplificou a partir da reestruturação já existente alguns dos reflexos para a sociedade. Os bancos públicos, segundo ele, chegam em cidades onde os bancos privados não tem interesse em atuar “Com a reestruturação temos cidades que não tem mais agência bancária, fazendo o trabalhador sair de uma cidade para outra. No Pará, por exemplo, há localidades onde agora é preciso transporte fluvial e depois terrestre até uma agência, levando até três horas de deslocamento. Isso sem contar o que é gasto para o percurso. É um crime”, criticou. 

Ana Smolka, da comissão de empregados do Banco do Brasil, também apontou reflexos da reestruturação promovida pelo Governo Bolsonaro e até mesmo o início com Michel Temer. “Desde janeiro de 2016 o Banco do Brasil dispensou mais de 17 mil trabalhadores e fechou 1.072 agências, deixando comunidades e cidades sem crédito e serviços bancários, privilegiando bancos privados e cooperativas de créditos. É a chamada ponte do futuro de Temer. É uma ponte para passarem por cima do povo”, enfatizou. 

O presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão, Luis Marcelo Legnana, destacou também o papel de regulação exercido pelos bancos públicos. “Onde os bancos privados não têm interesse em atuar. Fica bem claro quando olhamos a distribuição no norte e nordeste. Os bancos privados concentram sua rede de atendimento em grandes cidades e regiões mais ricas. Além disso, ficou evidente (o papel dos bancos públicos) na crise de 2008 quando bancos privados fecharam a torneira do crédito e BB e CEF tiveram política anticíclica determinante. É um debate de suma importância e que precisamos levar adiante, atingir as Câmaras de Vereadores e, principalmente, a população”, pontuou. 

Também participaram da audiência pública representantes de sindicatos bancários de todo o Paraná, além de outros parlamentares, como o deputado estadual Requião Filho (PMDB-PR), o ex-senador Roberto Requião, além do proponente da audiência, o deputado estadual Tadeu Veneri. 

Confira na íntegra a audiência pública: