Conselho de Direitos das Mulheres de Curitiba terá dirigentes CUTistas na composição
Eleição aconteceu nesta quinta-feira (5) e a APP-Sindicato e o SISMUC estarão representando a Central na direção do colegiado
Publicado: 10 Março, 2026 - 12h43 | Última modificação: 11 Março, 2026 - 09h23
Escrito por: CUT-PR
A eleição para o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres definiu, nesta quinta-feira (5), as representantes da sociedade civil que irão atuar no biênio 2026–2028. O processo escolheu 11 conselheiras entre entidades, organizações e movimentos sociais.
“A organização das mulheres CUTistas junto aos movimentos sociais foi fundamental para garantir estas vagas, que são importantíssimas para participarmos ativamente do debate sobre a formulação de políticas públicas em nossa capital”, aponta a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT Paraná, Eunice Miyamoto. Ela explica que o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres é um órgão de controle social que atua como ponte entre a sociedade civil e o poder público. Seu objetivo é fiscalizar e propor políticas pública. A APP-Sindicato e o SISMUC ocuparão as vagas para representar as entidades CUTistas de Curitiba e Região Metropolitana. Além disso, a Central ainda tem uma vaga na suplência do CDM.
“Nossa presença nesse espaço é parte do compromisso histórico da APP com a luta das mulheres trabalhadoras. Sabemos que o machismo estrutural ainda marca profundamente a sociedade, produzindo violência, adoecimento, desigualdade salarial, sobrecarga de trabalho e diversas formas de opressão contra as mulheres. Estar no CMDM é fortalecer a organização coletiva para enfrentar a violência física, psicológica e institucional, combater o machismo e a misoginia, e denunciar as estruturas que exploram e silenciam as mulheres, especialmente as mulheres trabalhadoras da educação”, afirmou conselheira titular pela APP-Sindicato, Maria Cristina Aparecida Chirnev.
“A APP-Sindicato se soma às demais companheiras que constroem o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Curitiba para fortalecer uma agenda de resistência, direitos, autonomia e dignidade para todas as mulheres. Seguiremos firmes na defesa de uma sociedade sem machismo, sem violência e sem exploração, onde as mulheres possam viver, trabalhar e existir com liberdade e igualdade. Lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive nos espaços de poder e decisão”, completou a suplente da vaga, Luzenaide Leal da Silva.
“Nós, do SISMUC, ocupamos este Conselho com a convicção de que a representação das trabalhadoras é o pilar fundamental do controle social. Nossa missão aqui é dar voz àquelas que habitam as periferias e que sentem, no cotidiano, o impacto da falta de políticas públicas e a precarização do sistema público. Entendemos que não há justiça social sem considerar a complexidade da dupla ou tripla jornada que sobrecarrega a maioria das mulheres”, lembra Edicleia Aparecida Farias, que ocupará uma das cadeiras do colegiado.
“Nossa atuação no CMDM será pautada pela luta contra a herança patriarcal e o machismo que impedem o acesso a espaços de poder e perpetuam a desigualdade. Unidas aos movimentos feministas, exigiremos que o Estado assuma sua responsabilidade na oferta de creches, licenças adequadas e na valorização do trabalho de cuidado. Lutamos por uma transformação real, onde a paridade nas relações de trabalho e a dignidade humana deixem de ser um grito de socorro para se tornarem um direito consolidado para todas as mulheres de Curitiba”, completou a também representante do SISMUC, Niuceia de Fátima Oliveira.
“Ao encerrarmos este ciclo de gestão no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Curitiba, representando a CUT Paraná, reafirmamos que a nossa presença aqui nunca foi apenas protocolar, mas sim um ato de resistência e proposição da classe trabalhadora. Para a nossa Central, o CMDM é um espaço vital de controle social. É aqui que as demandas que nascem no chão das fábricas, nas escolas, nos hospitais e no setor de serviços ganham corpo de política pública. Nossa missão foi garantir que a perspectiva de classe estivesse no centro de cada debate”, afirmou a dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Almirante Tamandaré (Sinprosmat), Benedita Isabel dos Santos, que integrou a última gestão do CDM.
Não há como discutir direitos das mulheres sem falar de trabalho digno, de combate à desigualdade salarial e da urgente necessidade de o Estado assumir sua responsabilidade no trabalho de cuidado. A luta continua, e o lugar da mulher trabalhadora é onde ela decidir estar”, completou a suplente Eva Lenir Taurinho, da APP-Sindicato, que estava como suplente representando a Central e também se despede do colegiado nesta gestão.
Confira a lista de entidades que estarão representando o Conselho na Gestão 2026/2028:
Ação Social Irmandade Sem Fronteiras – Segmento Migrante; Rede de Mulheres Negras (RMN) – Segmento Negras; Grupo Dignidade – Segmento Trans/Travestis; Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) – Segmento Lésbicas/Bissexuais; Ampla Concorrência: União Brasileira de Mulheres (UBM), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), APP Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (SISMUC), Rede Feminista de Saúde (RFS), Instituto Elos Invisíveis e Movimento Vote Nelas.