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Contribuição negocial é fundamental para garantir direitos

Bancários aprovaram proposta que inclui desconto no valor de 1,5% sobre salário e PLR, com teto

Publicado: 03 Setembro, 2018 - 09h57

Escrito por: SEEB Curitiba

Joka Madruga/SEEB Curitiba
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A proposta para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2018-2020) aprovada pelos bancários nas assembleias realizadas na última quarta-feira, 29 de agosto, prevê também uma contribuição negocial de 1,5% sobre o salário, tendo como mínimo o desconto de R$ 50 e máximo R$ 250; e 1,5% sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com teto de R$ 210 a cada parcela. 

O desconto acontecerá para todos os bancários, uma vez que a regra é nacional e atinge todos os trabalhadores abrangidos pela CCT. É importante lembrar que esta contribuição é fundamental para o custeio da organização da categoria na luta pela manutenção dos direitos, bem como toda estrutura da Campanha Nacional 2018. Vale destacar também que o percentual da contribuição aprovada agora é menor do que a soma do Imposto sindical e da taxa assistencial descontados anteriormente.

Compromisso
Assim como nos anos anteriores, o Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região tem o compromisso de devolver aos seus associados a parte que lhe cabe (70%) da contribuição negocial. Em breve, será divulgado o prazo de 30 dias para que todos os sindicalizados atualizem seu cadastro e informem os dados para a restituição.

"Vamos manter nosso compromisso político, firmado há mais de 20 anos, que já devolvia o Imposto sindical e fazia oposição automática à taxa assistencial para os associados da entidade, e devolver também a parte que cabe ao Sindicato da contribuição negocial. Em breve, divulgaremos os prazos para solicitação!", resume Antônio Luiz Fermino, secretário Financeiro do Sindicato. 

Fim do Imposto sindical
Os Sindicatos filiados à CUT sempre foram contrários ao Imposto sindical, imposto por lei, defendendo um modelo de financiamento das entidades baseados na contribuição dos associados, debatido e aprovado em assembleias. A Reforma Trabalhista acabou com o desconto compulsório de 1 dia de trabalho (3,33% do salário) e com a taxa assistencial. 

"Por um lado, o fim do imposto acaba com os Sindicatos de gaveta, que sobrevivam do desconto sem ter trabalho de base. Mas, por outro, enfraquece as entidades representativas e combativas que defendem os direitos da categoria que representam", explica Fermino. "Vale lembrar também que os Sindicatos patronais já estão sendo financiados com repasses do Governo Federal", acrescenta. 

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