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CUT Paraná assume protagonismo na Conferência Regional de Saúde do Trabalhador(a)

Etapa de Londrina teve a Central defendendo, de forma intransigente, direitos e avanços na proteção e promoção à saúde

Publicado: 19 Março, 2025 - 09h18 | Última modificação: 19 Março, 2025 - 10h02

Escrito por: CUT-PR

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Nesta terça-feira (18) foi realizada, em Londrina, a Conferência Regional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. O encontro reuniu representantes de entidades civis, lideranças sindicais, dos movimentos sociais e especialistas dos municípios que abrangem a 17ª Regional de Saúde. O objetivo é debater estratégias voltadas à promoção de condições dignas de trabalho, além de proteção à saúde.

"Precisamos ocupar todos os espaços nos municípios com o objetivo de fortalecer a nossa bancada nas conferências estaduais e nacional. Isso para podermos priorizar a  saúde dos nossos trabalhadores. Não há espaço vago. Onde não estiver um trabalhador haverá alguém contra a classe trabalhadora”, avalia o secretário de saúde da CUT Paraná, José de Oliveira Lima, o Bocão.

“A Conferência Regional da 17ª Regional de Saúde SESA-PR surge como um espaço crucial para consolidar o entendimento de que a saúde do trabalhador e da trabalhadora é um direito humano inalienável e um elemento central para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária. A CUT Paraná, uma vez mais, reafirma seu compromisso com a luta pelos direitos dos trabalhadores, trazendo suas vozes e demandas ao centro do debate”, completa o representante da CUT Paraná no Conselho Muncipal de Saúde e diretor do Sindicato dos Bancários de Londrina, Carlos Kotinda. 

A conferência foi estruturada a partir de três pontos centrais. No Eixo I, a CUT Paraná reforçou a necessidade de fortalecer as políticas públicas de saúde do trabalhador, alinhadas tanto às esferas estadual quanto nacional. A entidade enfatiza que essas políticas devem ser inclusivas, abrangentes e respaldadas por marcos legais sólidos.

Já no Eixo II, a Central chamou atenção para os desafios impostos pelas novas relações de trabalho, como a uberização e a informalidade. A CUT Paraná alertou ainda para os impactos dessas transformações na saúde física e mental dos trabalhadores, defendendo a urgência de regulações que mitiguem tais efeitos.

Por fim, no Eixo III, a participação popular e o controle social são apontados como pilares essenciais. A CUT Paraná reiterou que incentiva e seguira incentivando o engajamento dos trabalhadores nos conselhos e fóruns deliberativos, reforçando o papel da sociedade civil na formulação e fiscalização de políticas públicas, em consonância com a Resolução 744 do Conselho Nacional de Saúde.

“Apesar do regulamento da Conferência Regional e da falta de sensibilidade, principalmente por parte dos delegados da gestão e dos prestadores, em compreender as novas relações de trabalho e as condições impostas aos trabalhadores e trabalhadoras, o que dificultou o debate e a construção democrática de propostas diante dessa nova realidade do mundo laboral, a CUT não recuou. Defendemos de forma intransigente as necessidades da classe trabalhadora para garantir que as propostas voltadas à melhoria da promoção, prevenção e cuidados em saúde fossem aprovadas em todos os eixos temático”, disse o presidente eleito do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região, Laurito Porto Lira Filho.

O representante do Sindsaúde e coletivo de sindicatos, Gilson Luiz Pereira Filho, também alertou para as mudanças nas relações de trabalho e seus impactos. “Temos que enfrentar os avanços do capitalismo sobre a Saúde da classe trabalhadora. Falar em Saúde da classe trabalhadora é atacar as relações de poder e a luta de classe. A desorganização regimental da Conferência Regional exprime o interesse da classe dominante, na figura de Gestores, em desarticular os movimentos da classe trabalhadora na defesa dos seus direitos. Seguimos firmes na defesa da segurança e melhores condições de trabalho", finalizou.