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CUT Paraná: Em defesa dos direitos sociais e da soberania

Central em sua reunião reafirma o compromisso com a defesa dos interesses da classe trabalhadora

Publicado: 18 Dezembro, 2019 - 11h22

Escrito por: CUT Paraná

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Gibran Mendes

A Central Única dos Trabalhadores do Paraná, com seus sindicatos e federações, com sua direção reunida nesta sexta-feira (13) reitera seu irrestrito apoio às lutas em defesa dos interesses da classe trabalhadora. Em um cenário, em todas as perspectivas, de retrocessos dos direitos sociais e valores civilizatórios, a CUT Paraná reafirma a importância da unidade das forças progressistas para defender os direitos sociais e a soberania nacional e dos povos.

 

No plano municipal, em Curitiba, o prefeito Rafael Greca de Macedo adota a receita neoliberal de arroxo para os servidores públicos. Uma sequência de “pacotaços”, mudanças no regime previdenciário e uma postura avessa ao diálogo e ao povo. Greca tentará, em 2020, a reeleição e cabe às forças progressistas construir alianças e candidaturas que possam barrar a sua recondução ao poder executivo municipal.

 

A perspectiva estadual não é muito diferente. Os servidores públicos do Paraná, vitimados por anos de gestão de Beto Richa, agora encaram mais um grande desafio: a gestão de Ratinho Júnior.  Nada diferente do seu antecessor, segue também o receituário neoliberal, com afagos aos empresários e arrocho com os trabalhadores. Altera as regras da previdência, nega-se a negociar, inclusive salários, além de valer-se de práticas antidemocráticas como a que transferiu a sessão da votação da Reforma da Previdência para Ópera de Arame, uma operação com muita polícia e pouco povo, consolidada em uma triangulação com o prefeito de Curitiba e com o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB).

 

O plano nacional não representa nada diferente do que observamos nas outras duas esferas. O governo de Jair Bolsonaro é um desastre para a classe trabalhadora, bem como, para o Brasil como nação. Tentativas de precarizar ainda mais as relações de trabalho, já tão fragilizadas com a Reforma Trabalhista. A MP 905 desiquilibra ainda mais a balança em favor dos patrões e contrária aos trabalhadores e trabalhadoras. 

 

A Reforma da Previdência, já aprovada, terá seu impacto sentido ao longo dos próximos anos. Um verdadeiro exército de pessoas sem renda mínima capaz de sobrevier começa a ser criado a partir da proposta de Bolsonaro e Paulo Guedes. Certamente não parará por aí e logo as tentativas de cercear as instituições de defesa da classe trabalhadora serão aprofundadas.

 

Ao mesmo tempo observamos um total descaso com o meio ambiente. Uma inversão de valores, com prisões de mortes de quem tenta resguardar a fauna e a flora brasileira. Incêndios têm ações coordenadas em áreas da floresta amazônica. Vazamento de óleos, sem investigação, mancham nossas praias.

 

Concomitantemente incentiva o crescimento do fascismo com constantes ataques à democracia e ao estado democrático de direito. Exaltação a torturadores, aos períodos sanguinários de nossa história com  permanentes ameaças de um novo golpe de estado. A luta pela liberdade do ex-presidente, Lula, embora vitoriosa neste primeiro momento, deverá seguir. Não podemos acreditar que novos ataques orquestrados, como os que tentam incriminar seu filho, deixarão de aparecer. Lula é peça central na resistência contra os avanços da direita conservadora e neoliberal e por isso não deverá ter sossego. É preciso resistência e não baixar a guarda.

 

Paralelamente, os pequenos proprietários de terra são escanteados. Responsáveis pela produção de boa parte dos alimentos consumidos são esquecidos para financiar grandes latifúndios voltados para a exportação de grãos. Tanto pela retirada de linha de financiamento, como pela liberação excessiva do uso de agrotóxicos que foca a maximização do agronegócio exportador e atinge a saúde de todos e todas.

 

Não bastasse tentam promover um verdadeiro “saldão” de empresas estatais que são estratégicas para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios e tantas outras. O receituário neoliberal também se aplica ao estado, onde Sanepar e Copel passam a ser alvos de olhares de investidores e de Ratinho Júnior.

 

Enquanto isso, em boa parte do mundo, a direita avança com um discurso anti-globalização e populista fácil de ser digerido em sua retórica. Contudo, com um programa de governo escondido que, se exposto claramente, jamais teria a chance de ser vencedor nas urnas. Na Inglaterra o Partido Conservador obteve nesta semana sua mais expressiva vitória desde os tempos de Tatcher. Na Bolívia um golpe de estado arpeou Evo Morales da Presidência. A centro direita venceu no Uruguai e Maduro, embora ainda resista, continua sendo alvo de constantes ataques do imperialismo e do modelo neoliberal. A Argentina é o único sopro de progressismo na América Latina.

 

Neste cenário tão duro a CUT Paraná reforça a necessidade de unidade da classe trabalhadora e das forças progressistas. Entende, também, que é imperativo apresentar propostas concretas e viáveis de um projeto de nação que combine o desenvolvimento econômico e social, com políticas externas que valorizem nossa soberania, além do cuidado permanente com o meio ambiente e o estado democrático de direito. Respeito às diferenças e propagação de valores humanitários e civilizatórios. Políticas que levaram o Brasil a ser reconhecido mundialmente entre a década passada e no início desta.

 

Por isso tudo, a CUT Paraná, a partir de sua direção reunida, reafirma seu compromisso com a democracia, com o direito à vida, a soberania do povo brasileiro e o desenvolvimento econômico aliado ao desenvolvimento social e humano de todas a camadas da sociedade brasileira.