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CUT Paraná reitera apoio aos educadores e educadoras em vigília

Trabalhadores e trabalhadoras buscam abertura de diálogo sobre temas imprescindíveis para a educação

Publicado: 19 Novembro, 2020 - 12h57

Escrito por: CUT Paraná

Lucas Geffer
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Nos últimos meses a APP-Sindicato tenta, sem sucesso, estabelecer uma mesa de diálogo com o Governo do Estado. O objetivo é debater as principais demandas da categoria. Situação que foi agravada com a publicação do Edital 47, que estabelece a realização de uma prova para contratação de trabalhadores e trabalhadoras no sistema PSS, ou seja, temporários e com vínculo precário com o Governo do Estado. 

A realização de tal prova movimentaria, em todo o Paraná, cerca de 100 mil pessoas. Promover tal situação em meio à curva crescente de casos em uma pandemia já seria uma loucura. Alie a esta cenário o fato das provas serem realizadas para contratação de temporários, sem garantias nenhuma, correndo a margem do desemprego e temos não uma loucura, mas uma crueldade por parte do governador. 

Os educadores e educadoras lutam por concurso público. Essa que foi uma promessa do Governador Ratinho Júnior após a greve da categoria em 2019 e é a melhor forma de construir uma educação pública de qualidade, com profissionais sem vínculos precários e que possam construir sua história na rede pública de ensino, dando estabilidade e qualidade para a educação. Enquanto isso, na impossibilidade da realização do concurso público, o cenário ideal é simples: a prorrogação dos contratos atuais de Professoras/es e Funcionárias/os PSS por conta da calamidade pública da pandemia. 

Diante da série de ilegalidades cometidas pelo Governo do Estado, inclusive descumprindo a legislação no que diz respeito à militarização das escolas, a APP-Sindicato também demanda a saída do secretário da Educação, Renato Feder. Bem, esta creio que seja não uma reivindicação da entidade ou dos trabalhadores e trabalhadoras da educação. Mas uma pauta de toda a sociedade que preza pelo ensino público de qualidade. 

Mesmo diante de demandas tão pontuais e necessárias, o Governo do Estado segue com a postura de não receber, não dialogar e tampouco negociar com a categoria. Não é assim que se governa. Não é assim que se constrói um processo democrático amplo e com a participação da sociedade.

Por estes e outros motivos os trabalhadores e trabalhadoras iniciaram uma Vigília, ocuparam a Assembleia Legislativa, agora já desocupadas e agora iniciam uma greve de fome. Ninguém, repetimos, ninguém gostaria de estar nesta situação. Muito menos em um momento de crise sanitária. Mas o Governo do Estado não deixa outra alternativa para a categoria. 

Assim, a CUT soma-se à APP-Sindicato e todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação em sua luta. Presta seu irrestrito apoio e seguirá caminhando lado a lado com todos e todas em busca de uma educação pública de qualidade, que valorize seus trabalhadores e trabalhadoras, cujo resultado final será uma rede com mais qualidade e segurança, atendendo melhor o destino final de tudo isso: a população que tem no serviço público o amparo necessário para o seu desenvolvimento social. 

CUT Paraná.