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CUT repudia demissões na Renault

Central reitera sua solidariedade e apoio aos trabalhadores e trabalhadoras da montadora

Publicado: 22 Julho, 2020 - 11h25 | Última modificação: 22 Julho, 2020 - 16h52

Escrito por: CUT-PR

Assembleia dos trabalhadores. Foto: Divulgação / SMC
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A CUT Paraná vem a público manifestar o seu mais profundo repúdio pela demissão de 747 trabalhadores e trabalhadoras da Renault, anunciada no final da tarde desta terça-feira (21). Todos fazem parte da fábrica do Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. 

Em meio à pandemia, com uma grave crise econômica gera pelos sucessivos erros na gestão da economia no País desde o Golpe de 2016, estas demissões representam um verdadeiro pesadelo para todas as famílias destes trabalhadores. A situação, que seria condenável sob qualquer aspecto, tem ainda o agravante de ser uma multinacional com incentivos fiscais do Governo do Estado. 

A categoria decidiu, com toda a razão, cruzar os braços por prazo indeterminado. O objetivo é pressionar a Renault a estabelecer um diálogo com a representatividade dos trabalhadores e trabalhadoras, que até agora, é próxima de zero. 

A decisão, novamente, expõe a necessidade do estado permanente de vigilância para a luta de classes. Sempre, em qualquer decisão e em qualquer momento, a classe trabalhadora será a primeira a ser atingida para manutenção dos altos lucros, seja qual for a empresa ou o patrão. 

A CUT, nascida no justamente neste contexto e exercendo o seu papel de décadas, reitera seu apoio aos trabalhadores e suas famílias. Soma-se nesta luta pela manutenção dos empregos e alerta: demissões vão apenas agravar ainda mais a crise econômica gerando um círculo vicioso que trará prejuízos não apenas para os 747 demitidos e suas famílias, mas para toda a sociedade.

Todo apoio aos trabalhadores e trabalhadoras da Renault.