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Educadores(as) realizam mobilização na segunda e terça por reformulação de carreiras

Atos serão realizados na Alep para exigir do governador Ratinho Jr. (PSD) o envio de projetos com melhorias nas carreiras de professores(as) e funcionários(as) de escola

Publicado: 15 Junho, 2026 - 10h08

Escrito por: APP-Sindicato

ascom / app-sindicato
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Nesta próxima segunda(15) e terça-feira(16), professores(as) e funcionários(as) de escola retornam à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para pressionar o governador Ratinho Jr. (PSD) a enviar os projetos de lei para reformulação das carreiras da categoria. Durante a mobilização, os(as) trabalhadores(as) vão entregar uma carta aos(às) deputados(as), solicitando apoio na luta pela valorização salarial e pelo fim da política de violência salarial imposta pelo Palácio Iguaçu.

“Nos últimos meses, o governador enviou para Alep novas alterações em diversas carreiras que melhoram ainda mais as carreiras já alteradas. No entanto, mais uma vez, os(as) professores(as) e funcionários(as) ficaram de fora. As carreiras podem ser reformuladas até dia 4 de julho. Se o governo não encaminhar, nós cobraremos que os deputados apresentem um projeto em forma de respeito e valorização aos trabalhadores e trabalhadoras das educação, porque nossa luta continua por justiça salarial já”, aponta a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto.

Na  segunda-feira (15), a mobilização terá início às 11h, com visitas aos gabinetes dos(as) deputados(as) para buscar apoio à proposta e, posteriormente, o acompanhamento da sessão plenária, às 14h. Na terça-feira (16), às 14h, a mobilização continua com o acompanhamento da sessão ordinária da Alep. 

A presidenta da APP-Sindicato destaca que a mobilização visa denunciar a violência salarial que o atual governo do Paraná impõe à categoria. “Estamos com os menores salários entre todos(as) servidores(as). Uma professora e um professor recebem  hoje R$ 5.166,58 no início da carreira, enquanto todos os demais servidores estão recebendo, no mínimo, R$ 7.997,72 para a mesma jornada de trabalho. Queremos justiça salarial”.

Walkiria acrescenta que a reestruturação da carreira docente garantiria o avanço de classes para cerca de 20 mil professores(as) que estão travados na tabela porque a regra atual condiciona a ascensão desses profissionais à oferta de vagas do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE). 

Sobre os(as) funcionários(as) da educação, a presidenta explica que esses(as) educadores(as) tiveram alteração na carreira em 2023, mas que as injustiças que foram geradas precisam ser corrigidas. Funcionários(as) com 30 anos de serviço foram enquadrados(as) junto com os(as) que possuem 17 anos de trabalho. No caso dos(as) Agentes II, as tabelas aprovadas têm os menores salários que todos os demais do Estado.

“Infelizmente este ano não é mais possível aprovar a equiparação como construímos, devido ao prazo eleitoral. Mas as carreiras podem ser reformuladas até dia 4 de julho. A carreira dos professores e professoras e Agentes II podem sofrer todas as alterações que temos reivindicado, mas o secretário da Educação, Roni Miranda, e o diretor-geral da Seed, João Giona, não têm encaminhado nossos protocolos para tramitar dentro do Estado e chegar na Alep a tempo de ser votada”, afirma.

Além do enquadramento das carreiras, a pauta da campanha salarial dos(as) educadores(as) neste ano inclui demandas pendentes como o descongelamento de quinquênios e anuênios retidos durante a pandemia. No caso dos(as) aposentados(as), a categoria pleiteia a aprovação de uma lei que garanta a correção específica para quem não possui paridade, além da fixação do desconto previdenciário apenas sobre os valores que ultrapassarem o teto do INSS, atualmente estabelecido em R$ 8.475,54.