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Educadores(as) vão às ruas em Curitiba em defesa da escola pública e da democracia

Aula Pública na Boca Maldita marcou a mobilização do Dia das(os) Professoras(es) em Curitiba

Publicado: 16 Outubro, 2026 - 09h22 | Última modificação: 16 Outubro, 2026 - 12h56

Escrito por: CUT-PR com informações da APP-Sindicato

Cibeli D´Oliveira/APP-Sindicato
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A Boca Maldita, novamente, foi o centro da pauta educacional em Curitiba nesta quinta-feira (15). Uma aula pública organizada pela APP-Sindicato reforçou a defesa da educação pública de qualidade e da democracia. Atos semelhantes ocorreram em diferentes municípios paranaenses, organizados com a participação dos Núcleos Sindicais da entidade.

“O Dia do Professor não é apenas uma data de celebração, é um marco histórico de luta pela nossa soberania. Hoje, ocupamos as ruas em aula pública para afirmar que defender a escola pública é defender a própria democracia. Estamos unidas e unidos contra os cortes e a mordaça, em defesa de um projeto de país que acolhe, valoriza a educação e constrói o futuro”, enfatiza a vice-presidência da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e secretária de Assuntos Jurídicos da APP-Sindicato, professora Marlei Fernandes.

A atividade integrou a jornada de mobilização da APP-Sindicato, que reivindica melhores condições de trabalho, valorização de todos os profissionais da educação e ampliação dos investimentos na rede pública. A defesa da liberdade de ensino e da pluralidade pedagógica também esteve entre os principais temas levantados pelos participantes.

“ASPAS MARCIO”, afirmou o presidente da CUT Paraná, Marcio Kieller.

Louize LazzarimLouize Lazzarim

O secretário de comunicação da CUT Paraná e secretário de sindicalizados da APP-Sindicato, Daniel Matoso, reforçou o caráter de celebração da data, mas ao mesmo tempo, a importância da luta diante da possibilidade de grandes retrocessos contra direitos sociais, inclusive na educação.
"Neste Dia dos Professores, celebramos a resiliência e a dedicação de quem constrói o futuro todos os dias, mas não podemos ignorar que há pouco a comemorar diante das profundas ameaças à nossa categoria e à própria educação pública. Viver sob o risco de retrocessos democráticos e da perda de direitos essenciais desenha um cenário alarmante para o magistério, onde o cancelamento das liberdades democráticas por lideranças de extrema-direita destruiria as bases do ensino livre. Por outro lado, nossa verdadeira saída reside no fortalecimento de um projeto popular e democrático, historicamente comprometido com a valorização real dos trabalhadores, com o diálogo social e com a reconstrução de uma educação inclusiva e soberana", apontou.

Durante a mobilização, foram distribuídos materiais informativos com as prioridades da categoria e a Carta-Compromisso aprovada pelos profissionais. A participação de professoras(es) e funcionárias(os) reforçou a compreensão de que a construção da escola pública depende do trabalho de toda a comunidade escolar. Profissionais responsáveis pelo ensino, pela alimentação, pela limpeza, pelo atendimento e pelo cuidado diário dos estudantes devem ser reconhecidos como parte fundamental desse processo.