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Em Foz, trabalhadores de Furnas iniciam greve por 72 horas

Mobilização é contra a privatização da Eletrobrás e somente atividades essenciais da subestação estão funcionando

Publicado: 16 Junho, 2021 - 11h06 | Última modificação: 16 Junho, 2021 - 13h37

Escrito por: CUT-PR

Sinefi
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Trabalhadores e trabalhadoras da subestação de Furnas, em Foz do Iguaçu, estão de braços cruzados. Eles paralisaram suas atividades por 72 horas a partir da meia-noite do dia 15 de junho para protestar contra a privatização da Eletrobrás, que trará grandes consequências para a produção industrial e, principalmente, para o bolso do consumidor. 

 

A subestação de Furnas localizada em Foz do Iguaçu, na região Oeste do Paraná, é responsável pela distribuição de 13% da energia de todo o País. “São aproximadamente 70 trabalhadores paralisados. A adesão da categoria é de 100%. Trocamos os turnos de operação de 12 para 24 horas e somente estes trabalhadores e trabalhadoras, além dos gerentes, estão em atividade”, explica o diretor-presidente do Sindicato dos Eletricitários de Foz do Iguaçu (Sinefi), Paulo Henrique Zuchoski. 

 

De acordo com ele, há um cuidado grande da categoria para evitar qualquer tipo de problema de abastecimento. “Temos responsabilidade e compromisso com isso. Caso exista qualquer problema que haja necessidade de intervenção rápida, avaliamos e mobilizamos a equipe para não deixar o País no escuro. O que é preventivo e corretiva programável fica para depois”, completou. 

 

Zuchoski ressalta que a categoria está mobilizada para evitar a privatização da estatal. “ É o futuro não só dos trabalhadores em si, mas é um patrimônio brasileiro, uma das cinco maiores empresas do País, que está sendo entregue ao capital privado e da forma como está sendo feita também. A própria comissão do Senado já bateu o martelo que é inconstitucional. Corre o risco se votado e aprovado a discussão jurídica se estender por muito tempo”, projetou. 

 

O presidente do Sinefi também alerta para a população dos inúmeros reflexos que uma eventual privatização da Eletrobrás pode acarretar. “Precisamos que a população se conscientize. O discurso que sempre se ouve é a questão do privilégio. Mas privilegiado é o brasileiro que tem uma empresa como a Eletrobrás. Entregar isso ao capital privado é delegar a poucos um patrimônio que hoje é de muitos. Em locais onde há usinas, como Furnas, Eletronorte, poderão ter um impacto ainda maior. Se aprovada, a MP permitirá que, por exemplo, lagos fiquem abaixo do limite estabelecido hoje. Isso terá um impacto econômico no turismo e na questão pesqueira, apenas para citar duas situações. Isso sem contar a ampliação sem precedentes do risco de apagões e o líquido e certo aumento nas contas de luz, seja para o setor industrial que também atingirá o consumidor, ou ainda, na própria fatura da classe trabalhadora”, enfatizou.