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Movimentos sociais distribuíram quase 400 toneladas de alimentos no Paraná

Organizações do campo promoveram diversas campanhas de solidariedade tem tempos de Covid-19

Publicado: 31 Julho, 2020 - 12h46

Escrito por: CUT Paraná

Wellington Leno / MST
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Em meio à pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, os movimentos sociais surgiram como um forte instrumento de solidariedade entre a classe trabalhadora. Antes marginalizados pela opinião pública, os movimentos do campo e da cidade organizaram ações de solidariedade que somadas doaram quase 400 toneladas de alimentos apenas no Paraná.

Na região sudoeste do Paraná, sindicatos CUTistas, sobretudo da agricultura familiar, realizaram neste final de semana ações em Pato Branco e Clevelândia. Esta rodada levou a aproximadamente 15 toneladas de alimentos distribuídos. Já o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), distribuiu até o dia 26 de julho 355 toneladas. O balanço, de ambos os movimentos, não levam em conta marmitas, máscaras e produtos de higiene pessoal. 

Na capital, a campanha Resistindo com Solidariedade, arrecadou R$ 73 mil, mais de 12 toneladas de alimentos, além de produtos de higiene e limpeza e mais de 300 cestas básicas. A campanha é encabeçada por organizações sociais e sindicatos.“É a união dos movimentos sociais do campo e da cidade pela solidariedade de classe. Em nosso caso é o sindicalismo cidadão. Mas tudo dentro de uma visão de cidadania e união da classe trabalhadora”, aponta o presidente da CUT Paraná, Márcio Kieller. 

Além das ações ligadas à campanha Resistindo com Solidariedade e das ações dos sindicatos da agricultura familiar, as entidades da base CUTistas também realizaram diversas ações de solidariedade na capital e no interior. As iniciativas vão desde a disponibilização do espaço físico, passando pela distribuição de materiais de higiene para famílias carentes e também trabalhadores e trabalhadoras da base, até a doação de alimentos. 

MST - “Desde o mês de março estamos estimulando e organizando ações de solidariedade no Paraná inteiro e também no Brasil dos produtos do trabalho das famílias assentadas e acampadas nas áreas conquistadas ou áreas de conflito. Tem sido uma ação constante do MST neste indicativo de mobilizar e estimular nossa base social, nestes tempos de covid, ter uma postura política ativa a partir da realidade dos assentamentos e acampamentos e partilhando o produto do trabalho das famílias a partir das áreas de reforma agrária conquistada com muita luta”, relata Roberto Baggio, integrante da direção nacional do MST pelo Paraná. 

“Esperamos que toda essa solidariedade, como perspectiva política, aproxime os trabalhadores do campo com os trabalhadores da cidade e que isso possa intensificar um processo de luta social pela preservação e conquista de direitos que foram destruídos por este governo. Que estas ações estimulem a cooperação entre nós, repartindo o que tem e também estimule e amplie a sensibilidade para recuperar a cultura da solidariedade entre os povos. Só vamos sair da crise com a solidariedade dos 150 milhões de trabalhadores solidários e organizados entre si, fazendo lutas por direito, por trabalho, por emprego, por terra e por políticas públicas”, apontou Baggio. 

No caso do MST, ainda em abril, o reconhecimento público veio por meio de uma homenagem na Assembleia Legislativa do Paraná. Um voto de louvor e congratulações foi aprovado para o movimento por conta das ações de solidariedade.

"Já passou da hora da valorização dos movimentos sociais. Sobretudo na cidade, onde há uma avalanche de desinformação sobre a sua atuação, cheia de preconceitos construídos na base das fake news. A solidariedade sempre existiu e agora fica mais evidente por conta desta crise sanitária e humanitária. Precisamos valorizar os movimentos sociais e sindicais, do campo e da cidade. Espero que este momento sirva de aprendizado para este cenário", avalia o secretário de comunicação da CUT Paraná, Vandré Silva.