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Negacionismo: médico é agredido no Paraná por alertar sobre a gravidade da pandemia

CUT Paraná repudia o fato e reforça necessidade de ações integradas de esclarecimento sobre a doença

Publicado: 02 Março, 2021 - 09h51 | Última modificação: 02 Março, 2021 - 16h09

Escrito por: CUT-PR

Reprodução / IG
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Na última sexta-feira (26), em Toledo, na Região Oeste do Paraná, um médico foi brutalmente agredido após alertar para a gravidade da pandemia de Covid-19. O fato aconteceu em uma reunião na prefeitura com representantes dos empresários locais para avaliar medidas restritivas para o município a partir do novo decreto do Governo do Paraná que restringe as atividades em função da alta no número de novos casos e mortes. 
 
O médico, José Eduardo Mainart Panini, relatou a situação na segunda-feira (1) em uma postagem nas mídias sociais. “Já deixo claro, que baseado nos números, não há mais nada a fazer, senão as coisas só piorarão”, foi a frase do infectologista durante a reunião que despertou a ira de outros participantes. Segundo ele, as respostas foram “chutes e socos, enquanto um me segurava, outro me agredia. Enfim, pessoas assim que ajudaram a situação chegar onde está”, relatou. Ele disse ainda acredita no progresso, na ciência e na vacina como meios para sair da pandemia. A situação já gerou, inclusive, uma moção de repúdio na Câmara de Vereadores do município. 
 
A CUT Paraná soma-se aos que repudiam o fato e alerta para a necessidade, além da vacinação, de ações integradas e controle e combate à Covid-19. O Sars-Cov-2, vírus causador da doença, já deixou um rastro de mortes no País devido ao negacionismo. Não são raros os relatos de agressões verbais e físicas quando é solicitado que alguém coloque máscara de proteção em ambientes públicos. 
 
Para isso, não há outra alternativa, que ações de comunicação e esclarecimento que, efetivamente, mostrem para a população que a sua vida, dos seus familiares e amigos está em risco. Já faz muito tempo que passou da hora de levar a pandemia a sério. Enquanto outros países veem suas curvas de casos e mortes caírem de forma sustentável, o Brasil segue em uma tendência crescente batendo recordes de morte dia após dia. 
 
Em defesa da vida e da ciência. 
 
CUT Paraná.