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Os 14 anos da Lei Maria da Penha no Quarta Sindical

Programa desta semana debateu a legislação considerada pela ONU como uma das melhores do mundo

Publicado: 12 Agosto, 2020 - 12h23 | Última modificação: 12 Agosto, 2020 - 14h54

Escrito por: CUT-PR

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Considerada pela ONU como uma das melhores legislações do tipo no mundo, a Lei 11.340/2006, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha, completou no último dia 7 de agosto 14 anos de existência. Para debater a importância da legislação e a situação da violência contra as mulheres o Quarta Sindical recebeu nesta semana a secretária da Mulher da CUT Paraná, Eunice Miyamoto e a advogada popular, Paula Cozero. Elas conversaram com o presidente da Central no Estado, Marcio Kieller, sobre diversos aspectos relacionados ao tema. 

“Quando falamos em violência pensamos na física. Mas existe a violência psicológica, a sexual, a patrimonial e a moral. Podemos incluir agora também a virtual e a institucional. São ciclos. Primeiro surgem as ameaças do agressor. Depois passa para a física e a terceira fase é a reconciliação, porque normalmente a mulher busca uma alternativa para continuar com a família, seja pelos filhos ou por não ter onde ir. É primordial que saibam seus direitos. Denuncie a violência contra a mulher pelo número 180. Não é necessário se identificar”, enfatizou Eunice Miyamoto. 

A advogada Paula Cozero analisou a situação da violência contra as mulheres durante a pandemia. É um momento muito duro. O feminicídio aumentou durante a pandemia, mas há dados que mostram que as denúncias estão diminuindo. O fato é que a pandemia não criou a violência, apenas tornou mais nítido o quanto a casa não é um lugar seguro para as mulheres. O patriarcado é cruel. Empurra as mulheres para a casa, dizendo que lá é seu lugar, mas ao mesmo tempo faz de lá um local inseguro”, criticou. 

"É preciso ampliar a discussão de gênero em todos os espaços. A CUT é pioneira na luta pela igualdade de gênero e o exemplo disso é o fato de ter sido a primeira central a ter igualdade em sua direção. Além disso é preciso desenvolver essa consciência nos homens para romper com a imposição do machismo que é cultural e estrutural", completou o presidente da CUT Paraná, Marcio Kieller.

Durante o programa também foram debatidos temas como o pioneirismo da central na luta pela igualdade de gênero, acesso aos serviços públicos para as mulheres, a casa da Mulher Brasileira, problemas econômicos, sociais e de trabalho, entre outros. 

Confira na íntegra a edição no vídeo abaixo e não esqueça de anotar na sua agenda: Todas as quarta-feiras, às 11h30, o Quarta Sindical é transmitido ao vivo em FB.com/CUTdoParana e FB.com/BdFPR: