PR: CUT e sindicatos realizam manifestação em frente ao Banco Central em Curitiba
Ato fez parte do “Dia Nacional de Mobilização Menos Juros, Mais Empregos”
Publicado: 18 Março, 2025 - 12h12 | Última modificação: 18 Março, 2025 - 14h46
Escrito por: CUT-PR

Menos juros, mais empregos. Este foi o mote central do ato realizado na manhã desta terça-feira (18) em frente ao Banco Central, em Curitiba. A manifestação fez parte de um dia nacional de mobilização promovido pela CUT em parceria com outras entidades sindicais em diversas cidades do País. Na capital paranaense, a intervenção foi marcada por bandeiras, análises e discursos em defesa do desenvolvimento social e econômico do Brasil.
“Não podemos mais aceitar uma taxa de juros que esteja completamente descolada da realidade brasileira e do povo brasileiro. Poucos ganham, muitos perdem. A economia fica estacionada enquanto o capital especulativo lucra sem produzir e distribuir riquezas. A CUT Paraná e seus sindicatos, novamente, vieram ao prédio do Banco Central em Curitiba dizer um basta para esta taxa de juros exorbitante”, destacou o presidente da Central, Marcio Kieller.
"O importante é esclarecermos para a população que taxa de juros alta é desemprego, é parar a economia. Tudo isso que vemos brigando, exigindo do Governo, é para o desenvolvimento da economia. Estamos como movimento de trabalhadores e aí não importa qual é o governo. Vamos lutar pelos direitos da população e do trabalhador”, completou o secretário de Administração do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, Denner Halama.
O secretário de comunicações da Contraf-CUT, Elias Jordão, também criticou a condução da política de juros no Brasil. “Os juros altos sufocam o desenvolvimento do País, sufocam e estrangulam os investimentos na produção e por consequência geram menos empregos porque quem tem dinheiro prefere investir no rentismo, né, aplicar em papéis, em investimentos, em vez aplicar na produção e sem produção não tem emprego, não tendo emprego não tem renda”, argumentou.
“Organizado, o movimento sindical chama esse ato no Brasil todo com coragem de apontar o problema para o Banco Central. O País precisa tomar uma decisão: ou o rentista ganha muito dinheiro, ou o banqueiro ganha muito dinheiro, ou o especulador ganha muito dinheiro, ou o povo come. E essa é uma decisão que o Banco Central brasileiro tem que tomar”, sentenciou o presidente da Fetec-CUT/PR, Deonisio Schmidt.
Atualmente a taxa Selic está em 13,25%, uma das mais altas do mundo. Há o receio, de forma quase generalizada, de que o Banco Central aponte na direção de uma nova alta, o que poderia fazer o índice chegar em 15% até o final do ano.
Nesta quarta-feira (19) o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deverá realizar uma nova reunião para definir o percentual. O encontro ocorre a cada 45 dias. A expectativa no mercado financeiro é de que a taxa possa subir 1.0%, chegando a 14,25%. Por este motivo a CUT e seus sindicatos chamaram as manifestações em todo o Brasil.
Além de frear o crescimento econômico e o desenvolvimento social, incentivando o capital especulativo e financeiro, as taxas de juros altas aumentam a dívida pública. O último reajuste da Selic, de 1%, fez a dívida pública ser ampliada em cerca de R$ 50 bilhões. Além da redução dos juros, os atos são em apoio à isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.