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Quarta Sindical analisa as eleições nos EUA

Secretário de Relações Internacionais da CUT Brasil, Antonio Lisboa e o secretário da Uni Américas, Marcio Monzane debateram o tema

Publicado: 04 Novembro, 2020 - 12h38 | Última modificação: 04 Novembro, 2020 - 13h17

Escrito por: CUT-PR

Reprodução
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As eleições nos Estados Unidos da América avançam para uma nova polêmica. Com um sistema eleitoral confuso, decidido por colégios eleitorais e sistema de votação que em nada lembra uma democracia forte, uma das maiores potências do mundo está próxima de um impasse: o presidente Donald Trump já adiantou que não aceitará uma eventual derrota. 

Atualmente Joe Biden está na frente com 227 delegados e Donald Trump com 213. É preciso chegar ao número de 270 para vencer a eleição. O democrata também vence no total de votos populares. Contudo, a votação deve se arrastar por mais um tempo em virtude das diversas modalidades de voto e a atenção está voltada para os estados do meio oeste estadunidense, como Pensilvânia, Wisconsin, Michigan e Arizona. 

O secretário de relações internacionais da CUT Brasil, Antonio Lisboa recordou que, em 2016, Trump perdeu na votação geral mas levou nos colégios eleitorais. “(Esta eleição) mostra um modelo fracassado. Independente de quem ganhar esse processo levará a uma fragilização cada vez maior dos EUA. Cada vez mais vai levar os Estados Unidos a se exporem como uma democracia que não é lá estas coisas. Se acham no direito de intervir em nações que eles não consideram democráticas. Vai piorar a imagem dos EUA perante ao mundo”, comentou.

Segundo ele, uma eventual vitória de Joe Biden, não trará mudanças práticas significativas nas relações geopolíticas dos EUA. “É o famoso complexo militar que domina as coisas, faz 80 anos. Eles estabelecem a política americana para o mundo inteiro. A tensão deve continuar aumentando com a China e a Rússia ,especialmente com a China por conta da disputa de mercados. Na crise da queda das torres, a China saiu mais forte. Em 2008 também e agora eu creio que a China sairá mais forte novamente”, completou Lisboa que vê uma eventual derrota de Trump como mais um fato que pode fragilizar a extrema direita, mas não acabar com o movimento. 

Para o secretário Regional da Uni Américas, Marcio Monzane, reforçou o papel dos sindicatos e movimentos sociais durante as eleições. “Nosso sindicato participou de maneira muito ativa, com campanha nas ruas, fazendo ligações para explicar a importância do processo eleitoral. Em Las Vegas o sindicato dos Correios, mesmo com toda a pressão da Covid naquela região, visitou em um espaço muito curto de tempo uma quantidade grande de residências para explicar sobre a votação”, exemplificou o dirigente. 

Diretamente do Uruguai, Monzane recordou os ataques nos EUA à democracias latino-americanas. “Quando ele falava do America First, era para os americanos do norte, brancos, ricos e saxões. Tivemos o golpe da Dilma, situação na Bolívia, a repressão no Chile, ataque a construção do processo de paz na Colômbia, ataque contra a Venezuela e a Nicarágua, que passou por tentativa de golpe e vários outros exemplos”, elencou o dirigente do sindicato mundial com representação desde o setor de serviços, passando por logística até o entretenimento. 

Durante o programa os entrevistados também falaram sobre o papel das redes sociais para tentar reduzir impactos de fake news sobre o resultado da apuração dos votos, a independência do Banco Central nos EUA e seus reflexos naquele País e também no Brasil, entre outros temas você confere no programa de hoje no vídeo abaixo. 

O Quarta Sindical é apresentado pelo presidente da CUT Paraná, Marcio Kieller e a jornalista do Brasil de Fato Paraná, Ana Caldas todas as quarta-feiras, às 11h30, com transmitido ao vivo em FB.com/CUTdoParana e FB.com/BdFPR.