Servidores de Curitiba aprovam greve e cruzam os braços a partir de 8 de abril
Assembleia do SISMUC foi realizada na noite desta quarta-feira (1) na APP-Sindicato
Publicado: 02 Abril, 2026 - 09h54 | Última modificação: 02 Abril, 2026 - 11h30
Escrito por: CUT-PR com informações de Riquieli Capitani / SISMUC
Assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (SISMUC) definiu pela greve a partir do dia 8 de abril. A decisão da categoria aconteceu no auditório da APP-Sindicato, completamente cheio, na noite desta quarta-feira (1). A categoria soma insatisfações com a gestão do prefeito Eduardo Pimentel (PSD), incluindo o descumprimento de compromissos firmados em mesas de negociação e a avaliação de ausência de previsão orçamentária para a valorização do serviço público e de seus trabalhadores.
Os debates foram marcados por fortes críticas à falta de avanços nas reivindicações apresentadas ao longo dos últimos meses. A categoria aponta estagnação nas negociações e consideram insuficientes as respostas do executivo municipal. A categoria está em estado de greve desde novembro de 2025 e definiu a paralisação como forma de pressionar pela retomada efetiva do diálogo e pelo atendimento das pautas acumuladas.
Entre os principais pontos reivindicados estão o fim do desconto previdenciário de 14% para aposentados, a ampliação do auxílio-alimentação para todos os servidores, o restabelecimento da data-base em março, o pagamento retroativo do tempo de serviço congelado durante a pandemia, a reestruturação das carreiras, melhores condições de trabalho, realização de concursos públicos e o fim das terceirizações, além da implementação de políticas permanentes de combate ao assédio moral e sexual.
“Esses pontos afetam todos os servidores de Curitiba, de todas as áreas, de toda esfera administrativa. Essas pautas nos unem enquanto servidores e se solucionados, podem melhorar a vida de milhares de trabalhadores”, destacou Juliana Mildemberg, coordenadora do SISMUC.
“Não há outro caminho para os servidores públicos de Curitiba. A insatisfação é total e mais do que justificada. O prefeito se faz de surdo e não escuta as reivindicações da categoria. Talvez tenha aprendido com seu professor, Ratinho Júnior, que também ignora as demandas de quem constrói essa cidade e esse estado. A CUT Paraná está ao lado dos servidores públicos e assim continuará durante todo o processo”, completou o presidente da CUT Paraná, Marcio Kieller, durante a assembleia.

Além das pautas gerais, os servidores também elencaram reivindicações específicas, como o cumprimento da hora-atividade de 33%, a aplicação do piso nacional do magistério no vencimento base, a valorização de carreiras extintas, o retorno da licença-prêmio para servidores admitidos após 2019, o combate à violência no ambiente de trabalho e melhorias nas condições da educação e da assistência social, incluindo a inclusão efetiva de crianças com deficiência e a garantia de profissionais qualificados nas unidades.
Como encaminhamento, foi definido um comando de greve com mais de 30 representantes de diferentes categorias. Até o dia 8 de abril, estão previstas ações de mobilização em toda a cidade, com continuidade do diálogo com a população, que também esteve presente na assembleia em apoio à categoria.