MENU

Servidores de São José dos Pinhais cruzam os braços

Categoria iniciou greve nesta terça-feira (26) com uma grande caminhada no centro da cidade

Publicado: 26 Maio, 2026 - 10h51 | Última modificação: 26 Maio, 2026 - 11h22

Escrito por: CUT-PR

Sinsep
notice

Os servidores e servidoras municipais de São José dos Pinhais estão de braços cruzados a partir da manhã desta terça-feira (26). Para marcar o início da greve, aprovada em assembleia na última semana, o Sinsep, que representa a categoria, organizou uma grande mobilização em frente à Prefeitura.

“Toda essa mobilização é fruto da falta de diálogo e de atendimento às demandas justas de uma categoria responsável pelos serviços públicos essenciais à população. A falta de avanços nas negociações da Campanha Salarial deste ano não deixou outro caminho para as servidoras e para os servidores”, apontou o presidente da CUT Paraná, Marcio Kieller. A categoria reivindica pontos fundamentais para o funcionalismo público, como a reposição salarial, melhores condições de trabalho e a garantia de direitos conquistados.

A deflagração do movimento foi oficialmente comunicada à gestão da prefeita Nina Singer pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINSEP) por meio de ofício. No documento, a entidade sindical aponta o esgotamento das vias de diálogo, criticando a ausência de propostas efetivas e a falta de representantes com poder de decisão por parte da administração municipal nas mesas de debate. O reajuste de 4% foi considerado insuficiente e há uma série de outras demandas na mesa, como um decreto municipal que prejudica diretamente mães e pais atípicos, além de servidores com deficiência e trabalhadores e trabalhadoras que necessitam de redução de jornada.

Barrados – Para piorar ainda mais a situação e reforçar o cenário de intransigência e falta de diálogo, os servidores foram impedidos de entrar na Câmara de Vereadores de São José dos Pinhais. A situação gerou ainda mais revolta em uma categoria que não vê seus pleitos atendidos pela administração municipal e não encontra respaldo no Legislativo local, que já havia negado espaço de fala para a categoria explicar os motivos da greve.