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Servidores municipais de Curitiba cruzam os braços

Categoria iniciou greve nesta quarta-feira (8) e exige negociação imediata com o prefeito Eduardo Pimentel

Publicado: 08 Abril, 2026 - 12h58 | Última modificação: 08 Abril, 2026 - 13h10

Escrito por: CUT-PR

Gibran Mendes
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Curitiba amanheceu com os servidores públicos da cidade de braços cruzados. A greve dos municipais começou nesta quarta-feira (8), sem data para terminar. A categoria está mobilizada por valorização profissional e melhores condições de trabalho. A paralisação foi aprovada em assembleias do está na base do SISMUC e do SISMMAC e já atinge diferentes setores do serviço público da capital.

O início da greve foi marcado por um ato na Praça 19 de dezembro, no Centro Cívico, próximo da sede da prefeitura da capital paranaense. Milhares de servidores participaram da manifestação para pressionar a gestão a abrir negociação e apresentar repostas concretas para a categoria.

“O Eduardo Pimental, ao que tudo indica, aprendeu com Ratinho Júnior como não respeitar quem faz a máquina pública andar. Os serviços públicos, essenciais para a população, só acontecem por conta das trabalhadoras e trabalhadores. Deixar de atender demandas justas e necessárias é jogar contra o povo de Curitiba. O prefeito, que é jovem, deveria buscar exemplos de quem sabe valorizar quem é importante para a cidade e não quem vira as costas para a classe trabalhadora”, afirmou o presidente da CUT Paraná, Marcio Kieller.

Gibran MendesGibran Mendes
Presidente da CUT-PR, Marcio Kieller, a coordenadora do SISMUC, Juliana Mildemberg e a vereadora Giorgia Prates

 

Entre os pontos centrais da greve está a garantia do vale-alimentação ainda em 2026 para toda a categoria, uma demanda histórica que segue sem resposta efetiva. Os servidores também reivindicam o aumento do número de vagas para o crescimento vertical nas carreiras, atualmente limitado a 20%, o que restringe a progressão profissional. O fim do desconto dos 14% dos aposentados também é uma pauta crucial nas demandas apresentadas ao prefeito.

“A Prefeitura tem hoje um caixa que gira em torno de quase R$ 4 bilhões. Isso demonstra que há margem para negociar. O que falta é vontade política. Gestão responsável é fazer orçamento público voltado para quem executa o serviço. Investir no servidor é investir na população, é garantir qualidade no atendimento e condições dignas de trabalho”, afirmou a diretora do SISMUC e também Secretária de Mobilização e Movimentos Sociais da CUT Paraná, Alessandra de Oliveira.

Outro ponto considerado fundamental é o fim do desconto previdenciário de 14%, medida que impacta diretamente a renda dos trabalhadores. A pauta também inclui o cumprimento da hora-atividade de 33%, conforme previsto em lei, e a implementação do piso nacional do magistério no vencimento base para toda a tabela.

Milhares de servidores nas ruas da capital paranaense nesta quarta-feira no primeiro dia de greve