Trabalhadores com deficiência fortalecem organização e luta por inclusão laboral
CUT Paraná participou da atividade do coletivo nacional em São Paulo
Publicado: 19 Maio, 2026 - 11h47
Escrito por: CUT-PR
A CUT Paraná participou, nos dias 16 e 17, da reunião do Coletivo Nacional das Trabalhadoras e Trabalhadores com Deficiência. O encontro, realizado em São Paulo, foi um importante momento para construção de estratégias de organização, inclusão e fortalecimento da luta por direitos no mundo do trabalho.
“Um grande número de companheiras e companheiros presentes, reunindo representantes de diversos estados. Esta representatividade é fundamental para que possamos fortalecer a nossa luta em busca de mais visibilidade e, sobretudo, avançar na conquista de direitos desta parcela da classe trabalhadora”, explica Eva Lenir Taurinho, a Leninha, que representou a CUT Paraná, ao lado de Rodrigo Lúcio Souza. A atividade reuniu representantes sindicais e militantes do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Piauí, Paraíba, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro.
De acordo com Leninha, o foco do encontro foi a elaboração do regimento interno e na definição do plano de ação do coletivo. O princípio “Nada sobre nós, sem nós” esteve no centro dos debates, garantindo que as vivências e experiências dos próprios trabalhadores e trabalhadoras com deficiência orientassem as prioridades e os encaminhamentos construídos coletivamente.
“Em um cenário marcado pela predominância das reuniões virtuais, este encontro presencial reforçou a importância da convivência e da escuta direta. Este tipo de atividade, a partir destes cenários, com a mística, também é fundamental e faz parte da nossa filosofia CUTistas”, completou Leninha.
Ela ainda pontua que a discussão do regimento interno teve como objetivo fortalecer a organização do coletivo, definindo formas de funcionamento, participação e proteção institucional. Já o plano de ação apontou prioridades para o próximo período, como a fiscalização do cumprimento da Lei de Cotas, o combate ao capacitismo nos ambientes de trabalho, a defesa de condições adequadas de acessibilidade e ergonomia e a luta por igualdade salarial e oportunidades.
“Creio que foi mais uma etapa para consolidar esta parcela da classe trabalhadora como elemento importante, eu diria, fundamental na construção da atuação sindical”, finalizou.