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Valorização das professoras e professores no Quarta Sindical

Presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão e a presidenta do Núcleo Curitiba Sul da entidade, Natália Silva, analisaram o tema

Publicado: 06 Outubro, 2021 - 12h27 | Última modificação: 06 Outubro, 2021 - 14h16

Escrito por: CUT-PR

Reprodução
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As principais lutas para valorização da carreira dos professores e professoras e o que é preciso, além do discurso, para valorizar esta categoria fundamental para o desenvolvimento do Brasil. Esta foi a pauta principal do Quarta Sindical desta semana que recebeu o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão e a presidenta do Núcleo Sul da APP, Natália Silva.

 

O presidente da APP-Sindicato traçou um histórico dos ataques, pressões e desvalorização dos profissionais da educação. “Temos uma resistencia desde o Governo do Beto Richa. A sociedade paranaense acompanhou a violência do dia 29 de abril de 2015. Ela vai se aprofundando e se estende para violência do cotidiano das escolas. Também para aposentados e aposentadas que vivem em uma tensão constante pelos ataques ao conjunto de direitos. Isso, inclusive na aposentadoria e no direito à reposição salarial que está congelado”, apontou.

 

“Quero chamar a atenção para que esse período de 2015, passando pelo golpe de estado em 2016, com um governo ilegítimo de Michel Temer, começam os ataques, com a reforma do ensino médio, congelamento dos investimentos nas áreas sociais, inclusive da educação. Há também o debate ideológico a partir do que se chamou de escola sem partido. Professoras e professores foram colocados como uma categoria que faz um desserviço ao desenvolvimento do País. Isso é muito cruel e reflete o aprofundamento do assédio, passando pelo patronato, mas passa também pela sociedade, fazendo com que alunos vejam os professores com desconfiança, como inimigos que precisam ser vigiados e cuidados”, completou.

 

A presidenta do Núcleo Sul da APP-Sindicato, Natália Silva, reforçou o sentimento de Hermes Leão e criticou duramente a gestão do Governo Federal. “É uma gestão que vem na contramão da academia. Quem sabe o nome do ministro da educação? Mesmo os professores, muitos não sabem. De onde sai o projeto de educação? No MEC e na Ciência e Tecnologia. Nem escutamos o nome deste ministro. Começa por ai”, criticou.

 

Ainda de acordo com Natália, o projeto de educação de Jair Bolsonaro caracteriza-se pela destruição do que existe e pela ignorância. Contudo, esta postura acaba tendo reflexos diretos nas secretarias estaduais de educação. “É um projeto que acaba com a política pública, não tem educação pública. Essa política acaba tendo reflexo direto nos estados, como é o caso do governador Ratinho Júnior, que desconhece o papel do estado, da educação. Coloca um empresário para gerenciar uma empresa. Para eles, a educação deve dar lucro. Educação é investimento, não gera gasto. A escola pública não tem que dar lucro ou fazer competição. É um investimento no ser humano”, enfatizou.

 

Confira neste programa também os principais desafios enfrentados pela categoria, mais ataques do governo Bolsonaro aos professores e à educação, os reflexos da pandemia para a categoria e muito mais. Veja no vídeo abaixo e anote na sua agenda: toda quarta-feira, às 11h30, temos um compromisso marcado. O Quarta Sindical é transmitido ao vivo semanalmente pelo nosso perfil no Facebook (FB.com/CUTdoParana) e demais páginas parceiras que fazem a retransmissão.