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Volta às aulas antes do controle da pandemia expõe toda a sociedade

Tema foi debatido no Quarta Sindical pelo presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão e o médico Adriano Massuda

Publicado: 05 Agosto, 2020 - 12h53 | Última modificação: 05 Agosto, 2020 - 13h41

Escrito por: CUT Paraná

Reprodução
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O Quarta Sindical desta semana recebeu o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão e o médico sanitarista e ex-secretário de saúde de Curitiba, Adriano Massuda, para debater o tema do momento: a tentativa de forçar o retorno às aulas. A situação é vista como temerária por ambos. A volta das atividades presenciais colocaria em risco toda a comunidade escolar, além dos familiares e também toda a sociedade. 

“O retorno às atividades escolares sem ter a epidemia controlada no nível regional pode expor professores, familiares das crianças, as próprias crianças ainda que elas sejam vistas como um público de menor risco, mas toda a sociedade em virtude da mobilidade urbana causada pelo retorno das atividades presenciais”, apontou o médico Adriano Massuda. 

O presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, falou sobre o polêmico documento da Secretaria de Estado da Educação que previa o retorno às aulas já em setembro. “Nós não assinamos o documento, não o referendamos”, enfatizou. Segundo ele, as reuniões foram conduzidas pela SEED sem a participação da Secretaria Estadual da Saúde. “No Paraguai, em 27 de abril, às aulas presenciais foram suspensas até dezembro, dando muito mais segurança”, comparou. 

Para Massuda, o atual nível da pandemia no Brasil, tem relação direta com a forma com que foi enfrentada a pandemia no País, desacreditando a doença e minimizando os riscos. “O retorno às atividades escolares vai se atrasar, lamentavelmente, e isso é responsabilidade de quem não tomou as medidas no tempo correto para conter o avanço”, assegurou. "Epidemia não se combate fazendo hospitais", completou. 

O presidente da CUT Paraná, Márcio Kieller, que apresenta o Quarta Sindical ao lado da jornalista Ana Caldas, reiterou as tentativas da central de estabelecer um diálogo com o Governo do Estado a respeito da pandemia e a situação da classe trabalhadora. “Tivemos graves problemas em setores como da alimentação e da construção civil pesada. Temos insistido com o governo para a formação de um comitê, mas há ma tendência evidente de atender mais ao mercado do que aos trabalhadores e trabalhadoras que sabem das necessidades por vivenciarem o dia-a-dia”, declarou. 

Confira na íntegra a edição no vídeo abaixo e não esqueça de anotar na sua agenda: Todas as quarta-feiras, às 11h30, o Quarta Sindical é transmitido ao vivo em FB.com/CUTdoParana e FB.com/BdFPR: